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Kátia Abreu tenta elevar orçamento da empresa

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A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, disse ontem, em evento que marcou o lançamento de uma nova tecnologia transgênica desenvolvida no Brasil por Embrapa e Basf, que uma das ideias que poderão ser incluída na nova Lei Agrícola Plurianual que está em discussão é tornar viável, de forma previsível, um aumento anual do orçamento da estatal federal de pesquisas agropecuárias. Um projeto de lei com as diretrizes da nova lei poderá ser encaminhado já neste ano ao Congresso.

No que se refere à Embrapa, o objetivo é estabelecer orçamentos anuais em um horizonte de cinco anos e torná-los imunes a contingenciamentos. "Queremos encontrar mecanismos na Lei Agrícola que garantam um percentual de aumento do orçamento da Embrapa todos os anos, mas nada que seja exorbitante", afirmou a ministra.

Kátia Abreu também destacou a Aliança para a Inovação Agropecuária como uma importante ferramenta para o desenvolvimento de pesquisas nessa frente no país. "Queremos que a Embrapa faça parceria com várias empresas. Não queremos ficar distantes da inciativa privada, não temos preconceito de que pesquisa tem que ficar longe do comércio", afirmou ela.

Como salientou Maurício Lopes, presidente da Embrapa, em entrevista ao Valor na semana passada (ver matéria Embrapa foca nova aliança para inovação) e no evento de ontem, a ministra disse que o plano de incentivar as parcerias da estatal com a iniciativa privada passa pela criação da Embrapatec, uma sociedade anônima com mais agilidade para formar joint-ventures e dividir os custos das pesquisas.

"Não estamos falando de um IPO [oferta pública de ações] da Embrapa, em abrir o capital da empresa, mas sim de buscar parceiros que nos ajudem a financiar as pesquisas", disse Lopes.

Por Cristiano Zaia | De Brasília

Fonte : Valor