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Justiça suspende assembleia da Renuka do Brasil

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O juiz Daniel Carnio Costa, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou a suspensão da assembleia geral de credores da companhia sucroalcooleira Renuka do Brasil, que estava marcada para ontem, e pediu uma nova convocação para que a empresa apresente seu novo plano de recuperação judicial com antecedência aos credores. A assembleia que estava marcada para ontem seria a de segunda convocação, já que, na primeira convocação, não houve quórum suficiente para sua instalação. A companhia, porém, não apresentou com antecedência seu novo plano de recuperação.

Na avaliação do juiz, é "imprescindível publicidade anterior sobre o plano que a recuperanda pretende propor aos seus credores, de modo a permitir o comparecimento destes na assembleia geral de credores, em plenas condições de discussão e deliberação sobre a viabilidade de soerguimento da devedora".

O juiz determinou que a Renuka do Brasil deve apresentar novo edital de convocação de assembleia e apresentar o aditamento ao plano com antecedência, conforme os prazos legais.

A companhia ainda está acertando os detalhes do novo plano junto de recuperação aos bancos credores. A perspectiva é que o aditamento ao plano fique pronto nesta semana.

A Renuka do Brasil – que é controlada pela indiana Shree Renuka Sugars – e os credores estão discutindo a possibilidade de incluir o leilão de uma segunda unidade produtiva isolada (UPI) além da usina Madhu (localizada em Promissão, no interior do Estado de São Paulo), como estava previsto no primeiro plano de recuperação judicial.

Afora a Madhu, a Renuka do Brasil também tem outra usina sucroalcooleira, a Revati, em Brejo Alegre (SP), com capacidade de moagem de 6 milhões de toneladas de cana-da-açúcar por safra. A companhia tem ainda 85 mil hectares em terras agrícolas para o cultivo de cana.

 

Por Camila Souza Ramos | De São Paulo

Fonte : Valor