.........

Justiça de Estados afetados por protestos de caminhoneiros vai multar organizadores

.........

Pelo menos 13 rodovias em seis Estados continuam interditadas no terceiro dia de protestos de caminhoneiros

Jean Pimentel

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Protesto na BR-392, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul

A Justiça de São Paulo concedeu na terça, dia 2, uma liminar que impede o bloqueio das estradas paulistas, afetadas desde segunda-feira pelos protestos de caminhoneiros. Caso não seja cumprida a determinação, a multa estipulada é de R$ 20 mil por hora. O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), que comanda as manifestações em outros oito Estados do Brasil, deve ser responsabilizado caso as rodovias sejam fechadas.
>> Votação de relatório da Lei dos Caminhoneiros é adiada na Câmara

Em Minas Gerais, o governo federal também conseguiu uma liminar da justiça do Estado que proíbe caminhoneiros de interditarem rodovias federais no Estado. A multa, em Minas Gerais, é de R$ 100 mil por hora.
No Rio de Janeiro, a juíza Fabíola Utzig Haselof, da 26ª Vara Federal, determinou a penhora dos bens do Movimento União Brasil Caminhoneiro e do presidente do grupo, Nélio Botelho, por terem convocado manifestações que interditaram rodovias federais. O valor da multa é de mais de R$ 6,3 milhões e, se a decisão for descumprida, a pena diária deve ser de R$ 100 mil por hora de interrupção ao tráfego, informou o portal G1.
O ministro dos Transportes, César Borges, havia anunciado na terça-feira que o governo tomaria as providências necessárias para evitar os bloqueios nas estradas. Além disso, ele afirmou que será criada uma câmara com representantes do setor de transporte de cargas para discutir os problemas da área. O objetivo é ampliar o diálogo e buscar soluções rápidas para evitar situações de paralisação como as que vêm ocorrendo atualmente.
Os protestos

Segundo a Folha de S.Paulo, pelo menos 13 rodovias em seis Estados – Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – continuam interditadas no terceiro dia de protestos de caminhoneiros. Os motoristas permitem a passagem apenas de ônibus e carros, mas todos os caminhões são obrigados a parar.
Os trabalhadores reivindicam questões locais e nacionais para a categoria, como subsídio no preço do óleo diesel, isenção no pagamento do pedágio, sanção do projeto de lei do motorista que organiza a profissão, criação da secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, aposentadoria com 25 anos de serviço, postos de saúde ao longo das estradas, segurança e melhoria da infraestrutura viária.
– Queremos uma atenção maior do governo federal para o transporte de carga, porque somos fundamentais na economia do país – afirmou o líder da paralisação dos caminhoneiros, Nélio Botelho.
De acordo com os organizadores do protesto, as manifestações serão mantidas nas estradas brasileiras até as 6h de quinta, dia 4, conforme previsto na convocação da categoria.

RURALBR

Fonte: Globo Rural