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JBS convoca assembleia que vai tratar do futuro de seus administradores

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A pedido da BNDESPar, braço de participações do BNDES, a JBS informou ontem que convocou para 1º de setembro uma assembleia extraordinária de acionistas. Na pauta do encontro de acionistas, está a avaliação das medidas adotadas pela companhia após o acordo de delação premiada firmado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Ao requerer a assembleia, a BNDESPar – que é dona de 21,3% da JBS – propôs que os acionistas discutam e deliberem inclusive sobre "as responsabilidades por prejuízos causados à companhia por administradores, ex-administradores e controladores envolvidos nos atos ilícitos confessado".

Quando a discussão sobre o pedido da assembleia começaram, o BNDES chegou a aventar a saída de Wesley Batista da companhia. O empresário é CEO e membro do conselho de administração da JBS;

Nas últimas entrevistas, porém, o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, adotou tom mais ameno. Além de dizer que Batista é um dos "gestores mais habilitados e bem-sucedidos do país", Rabello afirmou há dez dias que a JBS já está adotando medidas para aprimorar a governança. O presidente do banco estatal também elogiou os investimentos da BNDESPar na JBS. Segundo ele, trata-se de um dos negócios "mais bem bolados" do banco.

Conforme o edital de convocação de acionistas protocolado pela JBS na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), não haverá boletim de voto à distância. Essa ferramenta, que não é obrigatória, visa facilitar a participação de minoritários que não podem ir pessoalmente ou enviar procuradores à sede da companhia.

  • Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo
  • Fonte : Valor