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Inovação na agricultura é tema de fórum em São Paulo

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Fonte: Globo Rural

Especialistas discutem alternativas para combater a fome e garantir um futuro sustentável

por Juliana Bacci

ThinkStock

Segundo Helder Muteia, representante da Food and Agriculture Organization (FAO) no Brasil, 925 milhões de pessoas passam fome no mundo, sendo que 10 milhões delas acabam morrendo todos os anos. Os números incentivaram a Associação Brasileira do Agronegócio(Abag) e a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) a organizarem a 3ª Edição do Fórum Inovação – Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável.
O evento, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (20/10) em São Paulo, reuniu especialistas, gestores públicos, executivos e representantes das classes produtoras para discutir alternativas de combate ao problema da fome por meio de soluções inovadoras. “O investimento em pesquisa e tecnologia tem papel fundamental nesta questão”, disse Muteia.
Para o representante da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o Brasil é destaque no mundo por causa de sua capacidade produtiva, qualidade de seus solos e clima favorável. “Mas ainda falta muito para conseguirmos produzir mais, sem deixar de lado a qualidade de nossos alimentos”, disse. João Lammel, presidente do Conselho Diretor da Andef, destacou outro impasse no aumento da produção brasileira de alimentos. “O país enfrenta dificuldades em questões relacionadas à infraestrutura e logística. Os produtores também precisam de uma política tributária que os favoreça”, destacou o executivo.
Mônica Bergamaschi, secretária da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, acrescentou a saúde como consequência direta da má alimentação. “Cerca de 50% da população adulta do Brasil é obesa”, afirmou. Ela tratou ainda da importância de se investir em educação alimentar. “Produzir mais não soluciona o problema. As pessoas precisam aprender a comer bem”, completou.
O quebra-cabeça “produzir mais e com qualidade” representa desafio e oportunidade de crescimento para o país na opinião de Filipe Geraldo de Moraes Teixeira, representante da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa). “O que favorece o Brasil é que, além de termos água suficiente e solos férteis, nossos agricultores estão interessados em mudar e crescer”, afirmou. Para Teixeira, muito mais do que uma “revolução verde”, com empenho e inovação, o país terá a capacidade de provocar no mundo uma revolução “verde e amarela”, concluiu.