INFORME RURAL | THIAGO COPETTI (Interino)

 

  • O frango brasileiro vai longe (literalmente)

    Marrocos, Ilhas Fiji, Paquistão, Malásia, Indonésia e Nigéria estão no foco dos exportadores de frango do Brasil, entre outras distantes nações. A estratégia de chegar a diferentes países e regiões, em qualquer continente, é uma das prioridades da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e pode beneficiar diretamente os avicultores gaúchos em pouco tempo.
    – O Rio Grande do Sul tem fábricas habilitadas e com condições de oferecer cortes especiais. Com 18% de participação das exportações nacionais do setor, com certeza é um dos beneficiados com os mercados que estamos abrindo – garante o diretor de mercados da Ubabef, Ricardo Santin, que na sexta-feira se reuniu com o embaixador das Ilhas Fiji no Brasil, Cama Tuiquila Tuiloma.
    Com a meta de ser um polo distribuidor de carne brasileiro no mercado do Pacífico, o país tem dois importadores interessados no negócio, de acordo com Santin. O projeto é buscar mercados da região que hoje compram o produto de países como Nova Zelândia e Austrália.
    – Também negociamos a redução de taxas para entrar no Marrocos, onde esse tributação chega a mais de 100%, ante 15% a 30% na Europa. E nessa semana estamos recebendo uma missão da Malásia. Esperamos chegar a responder por 45% do mercado mundial do setor. Hoje, nossa participação é de 37% – diz Santin.
    Entre janeiro e agosto, as exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 2,562 milhões de toneladas. Apesar da queda de 2% no volume, o ano tende a fechar em alta. No mês de agosto, as vendas para o Exterior tiveram resultado 5,1% maior em relação ao mesmo período de 2012. A projeção é alcançar o dia 31 de dezembro com 4 milhões de toneladas embarcadas, ante 3,9 milhões do ano anterior. Isso com a ajuda de muitos aviários gaúchos, que no último ano, especialmente, começaram a receber investimentos prevendo esse avanço mundial.
    – Muitos produtores daqui utilizaram uma linha de crédito específica para modernização dos aviários, que eram muito antigos. Outros devem fazer esse mesmo investimento no próximo ano. Nós estamos preparados para exportar mais – assegura o diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, que calcula haver em torno de 10,3 mil famílias produtoras de frango no Rio Grande do Sul.

  • Tempo feio para o trigo

    Chuva, granizo e umidade deixaram o tempo feio para o trigo na última semana, especialmente no Noroeste, em regiões como a de Santa Rosa, onde houve plantio mais cedo. O impacto, porém, só deve ser dimensionado por entidades como Emater e Fecoagro ao longo desta semana. Além de um levantamento com produtores, as duas entidades esperam para ver o comportamento do clima a partir de hoje antes fazer uma avaliação das perdas. A única certeza no momento é que, em se mantendo a atual condição, não são boas as perspectivas para essas lavouras.
    Os primeiros dados de prejuízos ao grão podem aparecer no levantamento que a Emater divulga nesta quinta-feira.
    Vale lembrar que os produtores gaúchos enfrentaram perdas na cultura em setembro de 2012 também por fatores climáticos.

  • Para começar bem a temporada de leilões

    A Fronteira Oeste dá a largada à temporada de grandes remates de primavera com três importantes eventos. No dia 26, quem promove seu leilão é a Cabanha Umbu, em Uruguaiana. No dia seguinte, o destaque devem ficar com os negócios do Selo Racial, em Quaraí. O domingo é dia do tradicional remate da Gap – Show de Genética, em Uruguaiana. Depois de alcançar resultado de mais de R$ 3 milhões com as vendas no evento de 2012, a Gap deve elevar ainda mais o valor ao unir, em 2013, bovinos e equinos na pista, no dia 29, sob comando da Trajano Silva Remates. Ao todo, serão ofertados 600 bovinos e 33 cavalos crioulos.

  • Rédeas de Ouro vai apear no Centro Hípico Querência

    Reunindo mais de 120 animais, do Brasil e do Exterior, e R$ 150 mil em prêmios, o Centro Hípico Querência, em Porto Alegre, será movimentado nesta semana pela primeira edição do Rédeas de Ouro. Organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), o evento se diferencia do Freio de Ouro por não ter as chamadas provas de campo, com uso do gado em pista para provar as habilidades do peão. Tradicional em países como Estados Unidos, as provas de rédea são consideradas um esporte. Com os animais desembarcando no centro hípico a partir de hoje, a competição tem início na quinta-feira e segue até domingo.

  • A Marfrig negou, em comunicado, especulações do mercado de que estaria vendendo parte das operações ao frigorífico Minerva e ativos internacionais para a BRF.

  • No ano passado, foram ofertados 4.470 touros na temporada de primavera

Fonte: Zero Hora