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INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

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  • Qualidade que faz a diferença na pista

    O show de resultados positivos visto nas pistas dos remates particulares que abriram a temporada de primavera tem sido uma boa surpresa. Nem mesmo as projeções mais otimistas apontavam para crescimentos expressivos como os mais de 30% registrados ontem no leilão de bovinos da GAP Genética, em Uruguaiana, e os 20% obtidos nas vendas do remate Selo Racial, em Quaraí, na sexta-feira. Um dia antes, a Cabanha Umbu também havia fechado com alta. Juntos, apenas esses três eventos somam negócios acima de R$ 7 milhões.
    Mais do que recordes pontuais, com a valorização de exemplares específicos, esses leilões conseguem volume de vendas. E médias elevadas. Reflexo de anos de dedicação à produção de genética de qualidade, que torna o Rio Grande do Sul ponto de referência.
    Compradores atravessam o país em direção ao Estado para buscar aqui animais de qualidade reconhecida, seja nas raças britânicas ou nas sintéticas. É gente de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, entre outros locais.
    – O melhoramento genético será o futuro da pecuária. Preço e volume vêm como resultado – diz João Paulo Schneider da Silva, o Kaju, um dos administradores da GAP Genética.
    Reynaldo Titoff Salvador, da cabanha Cia. Azul, concorda. Para o pecuarista, os resultados refletem anos de dedicação das propriedades e também indicam que a pecuária de corte tem de ser eficiente para não ceder espaço à agricultura.
    – Temos o que chamo de touro profissional, especializado em produzir terneiros e carne de qualidade – afirma.
    A temporada de primavera segue Estado afora, com outros remates particulares, além das feiras e exposições oficiais. Criadores de dentro e de fora do Rio Grande do Sul estão de olho na qualidade colocada em pista para fechar boas vendas.

  • Com futuro garantido

    O desempenho em pista e o bom público das arquibancadas no 1º Rédeas de Ouro, realizado em Porto Alegre no final de semana, já fazem a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) planejar uma segunda edição do evento.
    – É um evento que veio para ficar – afirma Mauro Ferreira, presidente da ABCCC.
    Entre os ganhadores, o porto-alegrense Maximiliano da Silva Conceição (foto), que montou F5 Licurgo Tapajós e levou o título do campeonato nacional de rédeas na categoria Aberta. Com 30 anos, Max corre provas desse tipo há quatro. Também treina animais da cabanha Marca dos Santos, de Viamão.
    – A grande vantagem do crioulo é ser um animal forte, valente – aponta o cavaleiro.
    O outro vencedor na categoria Aberta foi Gilson Diniz Filho, na modalidade Potro do Futuro. Na categoria Amador, Marcos Rosa venceu o Campeonato Nacional e Jonatham dos Santos, o Potro do Futuro.

  • Recorde entre as fêmeas no Selo Racial

    Foi com a venda de uma terneira angus que o remate Selo Racial, realizado em Quaraí, na Fronteira Oeste, fechou as vendas, na noite de sexta-feira, com recorde em pista. O evento reuniu as cabanhas Rincon del Sarandy, Corticeira, Olhos D’Água e Cia. Azul.
    A fêmea de tatuagem 2101, da Rincon del Sarandy, faz parte do trio grande campeão nacional de rústicos da Expointer e da Expo Outono de Uruguaiana deste ano e foi adquirida pela Fazenda Ipê, de Alegrete, por R$ 106,5 mil. O valor é o mais alto pago por uma fêmea pura de origem (PO) da raça em 2013.
    No total, o leilão fechou com faturamento de R$ 2,34 milhões, alta de 19,38% em relação ao ano passado, quando comercializou R$ 1,96 bilhão.
    – Esse aumento nas vendas representa um reconhecimento do mercado ao trabalho desenvolvido pela marca nos últimos 10 anos – avalia Reynaldo Titoff Salvador, da Cia. Azul.

  • Da carteira para a lavoura

    Um projeto elaborado pela Universidade Federal Rural do Amazonas (Ufra) e que conta com o apoio do Banco Central (BC) traz uma solução interessante para as cédulas de dinheiro que saem de circulação. Picotado, o papel está sendo transformado, com outros ingredientes, em fertilizante usado por produtores familiares do Pará.
    O projeto é um dos queridinhos do BC para a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entra em vigor no próximo ano e proíbe a instituição de jogar as notas em desuso em aterros sanitários.
    Colaborou Joana Colussi

Fonte: Zero Hora