INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Fez toda a diferença

    Com os números do PIB do segundo trimestre divulgados, ficou escancarado o peso da produção agropecuária gaúcha na nossa economia. A safra de 28,27 milhões de toneladas de grãos colhida neste ano, com recorde de 12,53 milhões de toneladas da soja, fez toda a diferença na balança. São quase 8 milhões de toneladas a mais no total da produção em relação ao ano passado, quando a seca dizimou lavouras e encolheu o crescimento.
    Foi com a retomada da safra que o crescimento do segundo trimestre de 2013, comparado ao mesmo período do ano anterior, chegou a 15%. A agropecuária, que responde por 10% do PIB gaúcho, cresceu 111,7% em igual comparação. Os efeitos desse desempenho se multiplicam.
    – Uma safra maior faz com que a indústria tenha mais produtos para processar. Quando a agricultura se recupera, aquece muito o setor metalmecânico – diz Antônio da Luz, economista da Federação da Agricultura do Estado.
    Daqui para frente, a produção gaúcha continuará contribuindo para o vigor da economia. É no terceiro, e em particular, no quarto trimestre que começa a entrar o trigo produzido no Estado. O Rio Grande do Sul se prepara para uma colheita farta.
    São 2,5 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e 2,67 milhões, conforme o IBGE. É quase 1 milhão de toneladas a mais da colheita do ano passado, com um preço valorizado, e um concorrente – o Paraná – com resultados comprometidos pelo clima.
    Mas não dá para esperar o efeito do primeiro semestre – há alguns milhões de toneladas de diferença a se considerar nesta equação. Por isso, apesar da alta do PIB chegar a 8,9% no acumulado do ano, a Farsul mantém a projeção de crescimento de 6,37% para a economia gaúcha em 2013. Ainda assim, acima do país.

  • Põe mais arroz na panela

    Mobilizados para permanecer na delegacia federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em Porto Alegre até amanhã, os produtores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) esperam ter alguma sinalização positiva para as reivindicações ainda hoje. Um dos encontros esperados para o dia é com representante do Banco do Brasil. O grupo pede uma solução para questões ligadas ao crédito fundiário, como o acesso e a renegociação de dívidas.
    – Nossa expectativa é ter algo mais concreto já a partir de hoje – afirma o presidente da Fetag, Elton Weber.
    O encontro com o ministro Pepe Vargas, porém, deve ocorrer somente na próxima semana. Ontem, a assessoria de imprensa do titular da pasta informou que uma reunião com representantes da Fetag foi agendada para a quarta-feira da semana que vem, em Brasília.
    Durante o almoço, ontem, um carreteiro foi servido (foto) para os produtores que estão acampados no local. Foram necessários 30 quilos de arroz e 80 quilos de carne para a comida. À tarde, a pauta com as reivindicações do grupo foi entregue ao governador Tarso Genro.

  • No embalo do bom momento do trigo gaúcho, a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) irá liberar espaço para 200 mil toneladas do cereal nas unidades de São Luiz Gonzaga, Santo Ângelo, Ibirubá, Júlio de Castilhos e Lagoa Vermelha. Em 2012, segundo o presidente Márcio Pilger, foram armazenadas 60 mil toneladas.

  • Sem azedar o leite

    O superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Francisco Signor, contesta a versão de que as investigações da Operação Leite Compen$ado estariam sendo comprometidas por conta do estremecimento nas relações com o Ministério Público Estadual.
    – Com ou sem acordo de cooperação técnica, vamos continuar a repassar informações. Nunca impedi que dados fossem encaminhadas ao MP – afirma Signor, em referência ao acordo firmado entre as duas partes e que venceu em março deste ano.
    Em um acordo futuro, Signor sugere uma cláusula que impeça o vazamento de informações equivocadas à imprensa, como teria ocorrido no caso recente em que foi detectada a presença de álcool etílico em carga de leite cru.

  • O Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu ontem que a Ascar segue como entidade beneficente de assistência social, com direito à imunidade tributária, até o julgamento final da ação popular.

Fonte: Zero Hora