INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • De quem é a conta da manutenção?

    Àespera do aval do Ministério da Agricultura, o convênio que prevê verba de R$ 6 milhões para incentivar a adesão ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agroindustrial (Susaf) ou ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) não conseguiu diminuir a preocupação dos municípios com o tema. O que mais pesa na conta da implementação dos sistemas é o custo da manutenção, argumenta a Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs).
    – Não adianta ter equipamento sem recursos para o funcionamento – explica Mario Ribas do Nascimento, coordenador-geral da Famurs.
    A estimativa é de que seriam necessários cerca de R$ 10 mil mensais para manter o funcionamento das atividades e das equipes que trabalham no Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Muitas cidades gaúchas sequer têm esse serviço – 34,3%, segundo dados da Confederação Nacional de Municípios –, cuja existência é primordial para a solicitação da inclusão nos sistemas. O tema foi discutido em reunião nesta semana com o secretário do Desenvolvimento Rural, Ivar Pavan, que sugere uma parceria entre as secretarias e a entidade para equacionar o problema.
    No convênio negociado entre a Secretaria da Agricultura e o ministério está prevista a compra de, entre outros itens, computadores e veículos a um grupo de cem municípios como forma de incentivar a adesão ao Susaf ou ao Sisbi. Verbas para a manutenção, porém, não estão nesse pacote.
    – Entendemos que desenvolver agroindústrias ajuda na renda dos produtores. É uma política que envolve as três esferas de governo – avalia o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi.
    Todo o barulho em torno do tema tem relação direta com a decisão da secretaria de, a partir da Expointer, só liberar portarias autorizando a venda dos produtos de agroindústrias fora do município de origem – como é feito atualmente – aos que solicitarem a adesão em um dos sistemas.

  • Controle com ajuda de vespa

    Uma nova técnica para controle de pragas como a lagarta do cartucho e da espiga começará a ser testada no Estado. Emater e Embrapa assinaram ontem termo de cooperação técnica para o controle biológico de lagartas do milho. A técnica, sem uso de agrotóxicos, utiliza a vespa Trichogramma spp.
    A expectativa da Emater é de que 10 mil agricultores usem o recurso neste ano em uma área de 15 mil hectares. Além de custo menor, cerca de R$ 25 por hectare, a prática gera economia ao reduzir a necessidade da aplicação de inseticidas nas lavouras.
    Segundo o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Ivan Cruz, o recurso pode ser utilizado também para combater a helicoverpa armigera, que causou prejuízos de mais de R$ 2 bilhões na Bahia na última safra e que pode atingir áreas de milho.

  • A quantidade de defensivos ilegais apreendidos no país cresceu 50% no primeiro semestre, somando 14 toneladas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag).

  • Fila de cinema

    Uma das novidades preparadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) para a 36ª Expointer promete cair no gosto do público. Uma sala de cinema 5D será instalada no pavilhão internacional. Com espaço para oito pessoas, exibirá um filme de quatro minutos sobre a integração da agropecuária gaúcha às boas práticas.
    – O objetivo é mostrar ao público urbano que nossa produção é feita com equilíbrio. Também queremos popularizar o Senar – diz Gilmar Tietböhl, superintendente do Senar-RS.
    Além do cinema, a entidade terá sete locais com oficinas. Em 2012, cerca de 20 mil pessoas participaram das atividades oferecidas.

  • Deve ser publicada hoje resolução do Conselho Nacional de Trânsito que suspende temporariamente a necessidade de emplacamento e licenciamento de tratores. A decisão valeria até dezembro de 2014 e atende a parte do pedido feito pelo deputado federal Luis Carlos Heinze.
    Colaborou Vagner Benites

Fonte: Zero Hora