INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • Mais tempo para investir no parque Assis Brasil

    Quando lançar oficialmente, amanhã, a Expointer deste ano, a Secretaria da Agricultura poderá ter em mãos uma importante definição. Em reunião programada para hoje, deve ser batido o martelo quanto ao modelo de concessão a duas importantes entidades que usam o parque Assis Brasil, em Esteio.
    Tanto a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) quanto o Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers) têm interesse em fazer investimentos para aproveitar a estrutura do parque o ano inteiro. Querem como contrapartida, porém, a garantia de que poderão ficar com o direito de uso por um prazo maior do que o atual.
    – No espaço da Agrishow, em Ribeirão Preto, uma fabricante construiu um prédio de quatro andares, com elevador. Mas é porque vai usar por um longo período. Aqui, todo ano se tem um custo alto para montar e desmontar as estruturas – explica Claudio Bier, presidente do Simers, já que hoje a renovação da concessão é anual.
    A ABCCC tem projeto para a construção de uma arena do cavalo crioulo – com restaurante, centro de convenções, 475 baias e estacionamento. O investimento é estimado em R$ 15 milhões, mas depende de definições quanto ao uso da área para deslanchar – a concessão atual vence em 2014.
    Pelo novo projeto de lei que está sendo elaborado, o direito de posse seria estendido para um período de 25 anos, explica o secretário Luiz Fernando Mainardi.
    Outra definição que pode sair em breve é a licitação da chamada área nova do parque. É neste espaço que seria construído, por exemplo, o núcleo de tecnologia e o hotel, dentro da proposta apresentada no ano passado pelo governador. A ideia, agora, seria abrir licitação para uma empresa fazer a infraestrutura. Com tudo em cima, o próximo passo seria a concessão de uso.
    Vale lembrar que, pela proposta original – em que eram previstos investimentos de R$ 400 milhões, entre recursos públicos e privados –, a revitalização do parque estaria concluída até 2020. O tempo já está correndo.

  • Efeito dólar na ração

    Depois de um 2012 em que a escassez de milho e soja provocou uma forte alta no custo de produção de suínos e de aves, agora é a variação da moeda dos Estados Unidos que produz efeitos. Levantamento feito pela Embrapa Suínos e Aves mostra que o custo cresceu 4,07% e 4,02%, respectivamente, no mês de junho. No terceiro mês de alta consecutiva, o Índice de Custo de Produção (ICP) Suíno somou 163,8 pontos, enquanto o ICP Frango chegou a 151,97. A nutrição teve um peso grande na elevação do índice: 70,39% para as aves e 76,24% para os suínos.
    – Essa alta de junho ainda reflete muito a variação cambial. O farelo de soja acumula avanço de mais de 20% nos últimos dois meses – explica Jonas Irineu dos Santos Filho, pesquisador da Embrapa.
    Para o segundo semestre, porém, a tendência é outra. Com a entrada da safra americana, os custos devem se manter ou até mesmo cair – tudo dependerá do resultado das lavouras de lá.

  • No curto prazo

    Se o projeto de modernização do parque Assis Brasil, em Esteio, é mais ambicioso e só deve ser concluído em 2020, outras obras têm como objetivo melhorar as condições do local em prazo menor. A um mês da Expointer, confira o cronograma.

  • Investimentos em obras

    – Executadas: reforma da inspetoria, drenagem de pistas, recuperação de platibandas, reforma de sanitários, do posto da BM e da guarita 7, pintura do prédio central, reforma dos alojamentos, remodelação do sistema elétrico do camping e novos banheiros e 330 baias para cavalo.
    Total: R$ 4,66 milhões
    – Em execução: construção da arquibancada da pista de equinos, cercamento externo, ampliação do camping, recuperação de platibandas, drenagem de pista e renovação do sistema elétrico
    Total: R$ 4,61 milhões
    – Com recursos definidos: videomonitoramento, abrigo do desembarcadouro, novos pavilhões, revitalização do boulevard e pavilhão da agricultura familiar
    Total: R$ 17,21 milhões

  • A safrinha de milho poderá render ao Brasil 45,2 milhões de toneladas neste ano. A projeção feita pela Safras & Mercado é um pouco menor em relação a junho devido a ajustes de área cultivada e problemas climáticos registrados no Paraná.

  • Integrantes da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) se reúnem hoje na Farsul com representantes da Monsanto. Em discussão, a política comercial – ou seja, valores a serem pagos – para a soja Intacta RR2.

  • A escassez de trigo no período 2012/2013 fará com que o Brasil tenha de importar mais de 7,2 milhões de toneladas do cereal, conforme nota técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A Argentina segue sendo o maior fornecedor: é de lá que veio 77% do trigo e 93% da farinha no ano passado.

  • Fonte: Zero Hora