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INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

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  • Complemento de R$ 2,7 bi para a produção

    Com o terreno já preparado pela liberação de crédito via Plano Safra federal, o governo estadual se prepara para lançar as sementes das suas ações focadas no desenvolvimento da produção agropecuária gaúcha para o ciclo 2013/2014.
    O governador Tarso Genro desembarca amanhã em Soledade para revelar os detalhes do pacote que vem sendo preparado por diferentes secretarias.
    Entre crédito e recursos orçamentários, o aporte do Plano Safra estadual deve alcançar cerca de R$ 2,7 bilhões, alta de 12,5% em relação ao valor ofertado no ano passado. Somados os dois últimos ciclos (2011/2012 e 2012/2013), um total de R$ 4,7 bilhões foi injetado em investimento, custeio e ajuda à comercialização. Essa quantia beneficiou 300 mil famílias, conforme balanço apresentado ontem no Palácio Piratini.
    Com programas como o Mais Água, Mais Renda e o Mais Ovinos consolidados, neste ano ganharão vez novos projetos.
    É o caso da identificação do rebanho bovino – um projeto de lei ainda aguarda ajustes finais para ser enviado à Assembleia –, e medidas para reforçar a produção de suínos, erva-mate e leite, além da secagem e armazenagem de grãos. Também há previsão de reforço na área ambiental e no combate à extrema pobreza no campo.
    Como, exatamente, será a execução de tais propostas, caberá ao próprio Tarso esclarecer. Ele faz questão da prerrogativa de fazer o anúncio oficial dos detalhes.
    No mês passado, enquanto o plano era costurado, o Informe Rural mostrou que uma das iniciativas estudadas no caso da armazenagem era a de utilização das 96 mil estufas existentes em propriedades onde se cultiva o tabaco para a secagem de grãos após o trabalho com o fumo.
    Agora é esperar para ver quais dessas sementes irão vingar no fértil terreno da produção gaúcha.

  • Para antecipar o verão

    Se deu bem o produtor que antecipou a compra de insumos. A mesma alta do dólar que permite ganhos maiores traz impactos negativos para o custo. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola (Sindag) mostram que, de janeiro a maio, houve alta de 28% nas vendas (em reais), com contribuição significativa dos inseticidas, que tiveram aumento de 35%.
    – É um pouco em função do dólar, mas o produtor também está capitalizado. Quando tem dinheiro, investe em tecnologia – afirma Ivan Sampaio, gerente de informação do Sindag.
    Tradicionalmente, 70% das vendas de defensivos ocorrem no segundo semestre, com concentração entre agosto e novembro. Entre as vantagens de quem se antecipa, Sampaio inclui a possibilidade de negociar preço e a facilidade na logística.
    Presidente do Sindicato Rural de Cruz Alta e produtor, Airton Becker afirma que na região houve procura antecipada por fertilizantes, ainda antes da alta da moeda americana. Para o também secretário de desenvolvimento rural e meio ambiente, agora já não é mais momento de compra.
    – Essa valorização do dólar é o que mais vai causar alta no custo – avalia Becker, acrescentando que, no milho, o fertilizante representa entre 25% e 30% do custo.

  • O valor bruto da produção (VBP) das principais lavouras do país deve somar R$ 272,2 bi neste ano, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Agricultura. A quantia é 9,4% maior do que a de 2012.

  • Agora falta o relatório

    Com o fim da missão russa, a expectativa agora é pelo relatório sobre a inspeção feita em 18 frigoríficos. Foram 10 unidades de bovinos, cinco de suínos e três de aves.
    No Rio Grande do Sul, três plantas de suínos receberam os técnicos – a BRF, de Lajeado, e a Alibem de Santa Rosa e Santo Ângelo. Segundo o Ministério da Agricultura, o documento deve sair dentro de 30 dias.

  • A grande demanda pelo grão brasileiro no Exterior nos primeiros seis meses do ano fez a Cargill desbancar a BRF da quarta colocação na lista das 40 maiores empresas exportadoras do país no Ministério do Desenvolvimento.

  • EM MEIO ao anúncio do Plano Safra estadual, será regulamentada a lei do protetor solar. Aprovada em 2010, a norma proposta pelo deputado Heitor Schuch (PSB), prevê a distribuição do produto a agricultores familiares para prevenir o câncer de pele.
    Colaborou Vagner Benites

Fonte: Zero Hora