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INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

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  • Chegou a hora de convencer

    Quando o projeto de lei (PL) que trata sobre a rastreabilidade bovina do rebanho gaúcho chegar à Assembleia Legislativa o que deve ocorrer entre hoje e amanhã , começa a contagem regressiva para a concretização de uma proposta desenhada pela Secretaria da Agricultura ao longo dos dois últimos anos.
    Para isso, será necessário, primeiro, convencer os deputados estaduais da relevância de tal identificação, programada para iniciar em janeiro de 2014, com animais nascidos a partir dessa data. A estimativa da Câmara Setorial da Carne é de que, no primeiro ano de execução, 2,5 milhões de exemplares sejam brincados – ou seja, recebam os brincos de identificação. Para chegar a 100% do rebanho de 13,8 milhões de bovinos e bubalinos, seriam necessários cinco anos.
    A estimativa do secretário de Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, é de que o PL seja votado dentro de um período de dois meses. Com a lei, a identificação dos animais passa a ser obrigatória e subsidiada pelo Estado – ao custo anual de R$ 15 milhões, considerado o valor de R$ 3 a R$ 4 do brinco com o dispositivo. O contra-argumento para esse gasto adicional a ser absorvido pelos cofres públicos são os dados de que, todos os anos, o Estado deixa de arrecadar cerca de R$ 60 milhões em ICMS por conta dos 500 mil abates informais, conforme a Câmara Setorial da Carne.
    A constitucionalidade da iniciativa, por conta da obrigatoriedade, é questionada por entidades como a Farsul. O secretário afirma que o projeto está focado na identificação dos animais. A questão conceitual tem relação com lei federal que prevê adesão voluntária à rastreabilidade.
    – O sistema será uma ferramenta da rastreabilidade – completa Anna Suñé, coordenadora da Câmara Setorial da Carne.

  • Lições levadas a todo canto

    Poder assinar o nome na hora de votar, fazer contas na propriedade ou olhar prazo de validade e preço de mercadorias no supermercado. Essas são as grandes conquistas que alunos do projeto Alfa, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), têm obtido Estado afora.
    Com 111 turmas de alfabetização de adultos, a iniciativa tem foco em agricultores e forma 1,7 mil alunos por ano. Só na Serra, são sete turmas.
    Aluno do grupo que tem aula na Escola Estadual de Ensino Médio Antônio Stella, em Ibiraiaras, Valdir Alves da Silva, 52 anos, conta orgulhoso o que aprendeu:
    – Quando ia votar, só colocava o dedo. No ano passado, pude assinar meu nome.
    Para frequentar as aulas, três vezes por semana, Silva percorre dois quilômetros. Colega de classe, a produtora Líbera Puerari Todeschini, 57 anos, comemora o fato de, agora, poder fazer contas na hora de vender queijos e ovos, além de poder trocar receitas com as colegas.

  • Com qualidade garantida a pasto

    Mostrar ao consumidor o valor agregado à carne gaúcha é um dos muitos desafios do produtor. Com grande parte do rebanho criado a pasto, o Estado tem um produto diferenciado, ressaltou Antônio da Luz, economista da Farsul, durante o Campo em Debate, em Lagoa Vermelha na sexta-feira. O evento fez parte da 46ª Etapa do Fórum Permanente do Agronegócio, realizado pela entidade, com o tema De Onde Virão os Terneiros?
    Além de palestras, criadores da região mostraram, em dia de campo, que é possível obter resultados positivos ao integrar pecuária e lavoura.

  • A valorização da soja e seus derivados contribuiu para a aceleração de 0,76% do IGP-DI em junho. A soja teve alta de 11,83% e o farelo de 20,78%, conforme dados da Fundação Getulio Vargas.

  • O departamento de Horticultura e Silvicultura da UFRGS realiza de quarta a sexta-feira desta semana, curso sobre pomar doméstico.
    As aulas serão na Faculdade de Agronomia e na Estação Experimental Agronômica. Mais informações pelo telefone (51) 3308-6020.

Fonte: Zero Hora