INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN

 

  • As muitas vertentes da irrigação no Estado

    Impossível falar sobre irrigação no Rio Grande do Sul sem levantar polêmica. O assunto, de grande relevância para um Estado que tem na produção agrícola um motor de sua economia, pautou os debates em recente encontro promovido pelo sistema da Federação da Agricultura do Estado (Farsul). E teve repercussão também entre os leitores do Informe Rural.
    De um produtor de Santo Ângelo veio o que ele classifica como “um desabafo”. Cultivando 40 hectares com os pais e os irmãos, procurou montar um sistema de irrigação para 20 hectares de milho. Afirma ter esbarrado na questão ambiental, apesar da facilidade de licença automática do programa Mais Água, Mais Renda – prevista para açudes de até 10 hectares e áreas de lavoura de até cem hectares.
    – O que adianta ter linhas de crédito se as pessoas não podem acessá-las? – questiona.
    Outro ponto polêmico é o custo. O preço dos pivôs fica em cerca de R$ 15 mil por hectare para propriedades de até 50 hectares e entre R$ 4 mil e R$ 5 mil para propriedades com mais de 50 hectares, segundo estudo da assessoria econômica da Farsul. Para o secretário-adjunto da Agricultura, Claudio Fioreze, esse sistema, porém, não deve ser visto como única maneira de promover irrigação.
    – Não é correto achar que vamos resolver só com pivôs. No Estado, precisamos de um mix – afirma, citando a evolução no sistema de gotejamento e também por sulcos, com uso de máquinas de microcamalhão, que custam cerca de R$ 60 mil e plantam em média 300 hectares.
    A ausência de consenso talvez ajude a explicar por que o Projeto de Lei 60, que trata sobre o Plano Estadual de Irrigação – exigência mencionada durante os debates pelo promotor do Meio Ambiente da Capital, Alexandre Saltz – tenha perdido o caráter de urgência. As entidades querem mais tempo para debater, em especial, a criação do Fundo Estadual de Irrigação.

  • Do tamanho que a carteira exige

    A exemplo do que ocorreu com o Plano Safra, o crédito a ser liberado pelo Banco do Brasil (BB) para o período 2013/2014 será maior, no país e no Estado. Para o Brasil, serão R$ 70 bilhões, alta de 14% em relação ao ciclo 2012/2013. No Estado, onde o BB responde por cerca de 70% dos financiamentos do Plano Safra, serão R$ 10,51 bilhões, 10% acima do período recém encerrado (veja acima). No ciclo passado, os pedidos feitos pelos gaúchos fizeram o valor contratado ficar R$ 1 bilhão acima do previsto.
    – Só em junho foram negociados mais de R$ 1 bilhão em crédito agrícola – afirmou o superintendente da instituição no Estado, Tarcísio Hübner, sobre as operações da safra 2012/2013.
    Entre os destaques da safra de verão, o crédito para investimentos da agricultura familiar, que chegou a R$ 1,34 bilhão – alta de 57%. Outro crescimento expressivo foi o de recursos para a aquisição antecipada de insumos: 80%, com R$ 700 milhões.

  • Russos começam roteiro pelo RS

    Começa pela BRF de Lajeado a peregrinação da comitiva russa que vem ao Estado. Amanhã, será a vez da unidade de suínos da Alibem em Santo Ângelo e, na quarta, na unidade da mesma marca em Santa Rosa.
    Conforme adiantou o Informe Rural, há uma negociação para tentar incluir a planta da Cotrijui de São Luiz Gonzaga – única habilitada a exportar para a China – na lista das indústrias a serem vistoriadas.
    No país, o grupo russo visitará 16 unidades – 10 de bovinos, cinco de suínos e uma de aves.

  • Foi marcada para 11 de julho a assembleia geral extraordinária da Cotrijui em que a diretoria apresentará o plano de captação de recursos para a cooperativa. O objetivo é conseguir cerca de R$ 500 milhões, em bancos públicos e privados. Em breve também deve ser divulgado o resultado da auditoria nas contas da Cotrijui.
    *Colaborou Fernando Goettems

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