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Incentivo à produção sustentável

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Em reunião com organizações, que incentivam a produção de alimentos saudáveis e sustentáveis, que integram a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), nesta terça-feira (23), em Brasília, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, reafirmou o compromisso da pasta para promoção de políticas com esse viés. Ele citou, em especial, a ampliação dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e a implementação do II Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo).

“É uma prioridade a defesa da agroecologia. Insistimos na produção de alimentos saudáveis e no desenvolvimento territorial, pois temos o entendimento que a execução das políticas públicas dentro dos territórios cria sinergias, e os alimentos saudáveis são fundamentais para garantir a segurança alimentar. Além disso, também estamos caminhando na consolidação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, a Anater, para modernizar a gestão da Ater em todo o território nacional”, afirmou o ministro Patrus ao pontuar algumas prioridades do MDA.

Para a Maria Emília Lisboa Pacheco, presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, “é preciso reconhecer a interligação entre a produção de alimentos orgânicos e a garantia de alimentos de qualidade para o Brasil”. Ela ainda realçou que ações como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) são eficientes, tanto na transferência de renda quanto no incentivo para a produção de alimentos, por isso “devem ser mantidos e ampliados”.

Já o secretário executivo da ANA, Denis Monteiro, avaliou que é importante ter uma agenda permanente com o MDA, para aprofundar a evolução das políticas públicas. “Reconhecemos muitos avanços nas políticas públicas para  agricultura familiar e populações tradicionais, mas, como sociedade civil, temos o papel de ficar vigilantes, para garantir o avanços das políticas voltadas para a agroecologia”, observou ao lembrar que os integrantes da ANA, estão  preocupados com o uso excessivo de agrotóxicos e de plantas transgênicas.

Ao tratar sobre a construção do II Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), Paulo Peterson, da Associação Brasileira de Agroecologia, cobrou que o seu processo de desenvolvimento e implementação passe por dentro dos colegiados territoriais. “Precisamos da articulação dos territórios, para conseguir implementar com maior eficiência o Planapo, integrando e consolidando os avanços que tivemos com o primeiro plano, para que o segundo seja ainda mais efetivo na transformação da realidade do campo”.

Mateus Zimmermann

Ascom/MDA

Fonte : MDA