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Imprevidência | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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O inverno mais seco, principalmente na Campanha, já prenunciava as dificuldades que os agricultores gaúchos enfrentariam em mais um verão marcado pela influência do fenômeno La Niña geralmente associado a estiagens. Os arrozeiros, que dependem da água captada no inverno para irrigar suas lavouras no verão, foram os primeiros a sentir o problema. Em alguns casos, até tiveram de reduzir a área que pretendiam cultivar.
De novembro para cá, os efeitos da escassez de chuva chegaram a outras culturas, como a soja e o milho. Mais sensível ao estresse hídrico que a soja, o milho já apresenta perdas maiores. A oleaginosa, mais “guapa”, como dizem os agricultores, deve resistir um pouco mais. Lamentavelmente, ainda falaremos muito de seca nos próximos meses.
O problema ocorre em média sete vezes por década, já havia sido previsto neste ano, e as soluções são bem conhecidas do setor. Mas o que foi feito para preveni-lo?

Fonte:  ZH | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho