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Importações prejudicam preços do feijão pago ao produtor gaúcho

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Fonte: ZERO HORA – RS |RÁDIO GAÚCHA |Nestor Tipa Júnior | nestor.junior@rdgaucha.com.br

Valor está estagnado em R$ 60,00 há mais de dois meses

Os preços do feijão ao produtor estão estagnados há mais de dois meses. Enquanto o mínimo estipulado pelo governo federal é de R$ 80,00 a saca de 60 quilos, eles recebem cerca de R$ 60,00 pelo produto.

Segundo o presidente da Associação dos Produtores do Feijão do Estado, Tarcísio Ceretta, os prejuízos no setor só não tem sido maior porque os agricultores mantém outras atividades na propriedade, mas avalia que a situação é grave.

– O curso é R$ 89,00 e estamos vendendo o produto a R$ 60,00. A diferença é muito grande. Por sermos de pequenas propriedades, tínhamos que ter mais agregação de valor e isto não está acontecendo. O produtor de feijão está desamparado e desanimado – lamenta.

Um dos principais problemas apontados pelo setor é a importação. Conforme o analista de Safras e Mercado, Renan Gomes, O produto vem da China e da Argentina.

– A Argentina e a China estão mandando bastante mercadoria para o Brasil e isso fez com que o preço se estabilizasse. O que sobrou da safra está sendo comercializado, mas com preço estável há mais de dois meses – informa.

Para o analista de produto do Ministério da Agricultura, Petrarcas Santos, o preço depende da qualidade do produto e do tempo de colheita. Ele considera a baixa de preços para esta época do ano como normal.

– Isso é um fato normal. O Rio Grande do Sul vai ter uma nova safra agora para o próximo mês de dezembro, e aí os preços voltariam a serem praticados conforme a qualidade do produto – avalia.

Os produtores devem pedir ajuda ao governo do Estado para buscar junto ao governo federal soluções para o problema de preços do grão. Uma das medidas já tomadas, assim como no arroz, é uma campanha de aumento do consumo.