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Água é problema na construção de parques eólicos no Nordeste

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Fonte: Valor | Por Josette Goulart | De Caetité (BA), Guanambi (BA), Igaporã(BA) e Parazinho (RN)

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Um rio São Francisco’ para erguer uma torre de vento

A escassez de água no sertão do sul da Bahia tem feito com que se multipliquem os poços artesianos na região. Eles estão sendo perfurados para permitir a instalação de torres geradoras de energia eólica. Cada torre exige entre 40 mil e 60 mil litros de água para a preparação da base de concreto.

Só na primeira fase da instalação dos parques eólicos, que termina em junho, 180 torres serão erguidas pela Renova Energia nas cidades de Caetité, Guanambi e Igaporã. Nos próximos anos, novos parques serão construídos pela empresa e pela Iberdrola.

Os pequenos produtores se preocupam em saber se terão água para o plantio na próxima seca. Serão necessários mais alguns anos até que fique pronta a adutora que vai levar para a região a água captada no rio São Francisco, a 150 quilômetros de distância.

Moradores garantem que muitos poços secaram depois de usados para a construção das torres e querem que as empresas paguem pela água utilizada. Técnicos do Instituto de Meio Ambiente da Bahia (Inema) afirmam que é muito raro que a água seque, mesmo depois de perfurado o poço artesiano.