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GRÃOS – Rio Grande do Sul terá em 2017 maior safra de grãos da história

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Expodireto visão do parque da Cotrijal em Não me Toque edição 2016. portão de entrada. soja, sementes, sacas, lavoura de soja

Anúncio da estimativa ocorreu na Expodireto e aponta para valor de R$ 29 bilhões

A safra de grãos de verão no Rio Grande do Sul deve somar 30,86 milhões de toneladas em 2017, alta de 2,72% frente à colheita de 2016. O valor projetado pela Emater-RS, ao divulgar os números na Expodireto, em Não-Me-Toque, para o volume é de R$ 29 bilhões. A colheita será a maior da história, considerando a crescente produtividade e aumento da área de cultivo. O volume se eleva se considerar a safra 2016/2017, com culturas de inverno, como trigo, que elevará a produção a 33 milhões de toneladas.

Soja será o carro-chefe do setor, com estimativa de produção de 16,8 milhões de toneladas, com valor bruto de produção (VBP) de R$ 18,1 bilhões, 62% do total a ser gerado no campo na produção de verão. A colheita é 3,43% maior que a da safra 2015/2016 da oleaginosa, que somou 16,2 milhões de toneladas. A área de cultivo cresceu levemente em 2016/2017, ficando em 5,499 milhões de hectares, 0,64% acima da área de 2015/2016 – de 5,464 milhões. O resultado mostra o salto da produtividade das áreas.

A segunda cultura com maior safra é o arroz, que deve resultar em 8,5 milhões de toneladas, com VBP de R$ 8,1 bilhões. Logo depois, vem o milho com 5,5 milhões de toneladas e valor de R$ 2,5 bilhões. Os valores foram calculados com base em valores dos produtos apurados entre 20 e 24 de fevereiro.  

‘É um dado extraordinário", resumiu o presidente da Emater-RS, Clair Kuhn, ressaltando o volume total de 33 milhões de toneladas adicionando o plantio de inverno. "Considerando a população gaúcha, seriam três toneladas por habitante", ressaltou o secretário estadual de Desenvolvimento, Pesca e Cooperativismo, Tarcísio Minetto.

A divulgação da safra teve um tom de acontecimento, que atraiu até o vice-governador, José Paulo Cairoli, a um dos estandes da Emater. Cairoli destacou o papel da Emater, no apoio aos agricultores, como "um órgão de estado" e reconheceu o trabalho no campo. Cairoli admitiu que não sabia como a Emater e a secretaria andariam juntas, e disse que o trabalho dos dois garantiu a união, sem brigas. No começo do atual governo, houve temor de que a Emater poderia ser extinta.

EXPODIRETO COTRIJAL

Fonte : Jornal do comércio