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Grãos pesam menos na balança; carnes, mais

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As receitas externas com exportações de grãos começam a diminuir. Isso porque as vendas externas de milho e de soja deste mês estão abaixo das do ano passado.

Apesar dessa queda, o saldo do agronegócio brasileiro poderá não ter um impacto intenso. As carnes têm tendência inversa e, devido à elevação dos preços internacionais, mantêm crescimento.

É o que mostram os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) referentes às duas primeiras semanas deste mês. Os russos deixaram de comprar da União Europeia, Canadá, Austrália e EUA e elevaram as compras no mercado brasileiro.

Além de uma presença mais constante deles no Brasil, o país foi favorecido por uma valorização dos preços das carnes no mercado internacional.

O complexo soja (grãos, farelo e óleo), o carro-chefe do agronegócio brasileiro, tem queda de 21% nas receitas deste mês, em relação às de igual período do ano passado, informou ontem (15) a Secex. Nesse período, as receitas com as vendas externas do milho recuaram 55%.

O recuo nas receitas com soja se deve à queda nos preços. Já a menor receita com milho se deve não só à queda de preço, mas também ao menor volume exportado.

As carnes vão suprir, em parte, a queda das receitas dos grãos. Com Rússia e Hong Kong disputando o mercado brasileiro, a exportação de carne suína, se mantida a média da primeira quinzena, poderá arrecadar US$ 152 milhões no mês, 35% mais do que em setembro de 2013.

O mesmo ocorre com frango, cujas receitas deverão superar US$ 600 milhões neste mês, 20% mais do que em 2013. Já as receitas com carne bovina, que vinham com ritmo intenso de alta, perderam força neste mês. Os dados indicam que o setor arrecadará US$ 420 milhões neste mês, ante US$ 500 milhões em setembro de 2013.

Rodrigo Paiva – 11.jan.2007/Folhapress

Granja de frangos em Charqueada (SP); exportações sobem

Granja de frangos em Charqueada (SP); exportações sobem

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Indicação geográfica O Sebrae reúne em catálogo as principais indicações geográficas do café. O trabalho deverá ser apresentado amanhã no seminário internacional de café, que se realiza em Belo Horizonte.

Importância Maior produtor mundial, o Brasil vem investindo na agregação de valor do produto, com certificações que valorizam a identidade da produção de cada uma das regiões brasileiras.

Quantas são O país conta com quatro indicações geográficas: cerrado mineiro, norte pioneiro do Paraná, mantiqueira de Minas e alta mogiana.

Qualidade Luiz Barreto, presidente do Sebrae, diz que o selo de indicação geográfica é uma garantia da qualidade do produto para o consumidor, além de dar competitividade aos pequenos negócios envolvidos nesse setor.

Preços O primeiro contrato da commodity fechou nesta segunda (15) a US$ 1,77 por libra-peso em Nova York, com queda de 1,31% no dia.

Mercado externo O café brasileiro foi negociado, em média, a US$ 199 por saca no mercado externo neste mês, 37% mais do que em setembro de 2013, segundo o Ministério do Desenvolvimento.

Exportações As vendas externas de milho deverão atingir 20 milhões de toneladas neste ano, segundo avaliação da consultoria Clarivi. Se confirmado, esse volume fica abaixo dos 26,6 milhões de toneladas de 2013.

Fonte: Folha

16/09/2014 02h00