Grãos e preço das carnes sustentam balança

Os produtos básicos, apesar das exportações menores do país, continuam com saldo positivo. Grãos e carnes sustentam esse superavit.

As receitas com grãos sobem porque há um aumento no volume exportado, mas os preços caem. Já no setor de carnes, os preços sobem, mas os volumes de alguns itens, como frango, caem.

A soja continua líder absoluta, com receitas de US$ 21,4 bilhões até agosto, uma alta de 9,6% no período.

Já o complexo soja (soja em grãos, farelo e óleo) soma US$ 27,2 bilhões, 9,7% acima de 2013. Um dos motivos desse avanço é o recorde no volume de exportações de soja em grãos. Mas os preços da oleaginosa recuaram 4% em agosto, ante igual mês de 2013.

Karime Xavier – 16.mai.2014/Folhapress

Indústria de frangos orgânicos da Korin, em Ipeúna (SP); preço de carnes sobe no exterior

Indústria de frangos orgânicos da Korin, em Ipeúna (SP); preço de carnes sobe no exterior

No setor de carnes, o bom momento da balança vem dos preços. Os dados da Secex apontam que o valor da tonelada da carne suína está 37% acima do de há um ano.

O valor da tonelada de carne bovina subiu 13% nesse período, enquanto o da de frango recuou 5%.

Esse aumento de preço fez com que as receitas deste ano subissem para US$ 9,21 bilhões no setor de carne "in natura", 3,5% acima do de igual período anterior.

Os dados da Secex apontam, ainda, outros dois itens com boa evolução nas receitas deste ano: café e boi vivo.

No primeiro caso, os preços em alta permitiram receitas de US$ 3,6 bilhões, 20% mais do que nos oito primeiros meses do ano passado.

Já a exportação de gado vivo avançou tanto que esse item entrou na lista dos principais produtos exportados.

Nos oito primeiros meses deste ano, as receitas com as vendas externas de boi em pé somaram US$ 505 milhões, 24% mais do que em 2013.

Os outros dois itens importantes da balança comercial brasileira -petróleo e minério- tiveram comportamentos bem diferentes.

As exportações com minério recuaram para US$ 18,1 bilhões, 9,5% menos do que em 2013, enquanto as receitas com petróleo subiram 56%, para US$ 10,9 bilhões, apontam os dados da Secex.

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Biodiesel O Senado vota hoje (2) a medida provisória que institui a mistura de 7% de biodiesel em todo o diesel B consumido no Brasil. A aprovação reduziria em R$ 2 bilhões os gastos com importações de diesel fóssil, segundo a Abiove.

Carbono A CNA e a Basf lançam um site para auxiliar produtores a avaliar modelos agropecuários sustentáveis do Programa de Agricultura de Baixo Carbono. A consulta pode ser feita no site
www.agrosustenta.com.br.

De olho no futuro A Bayer CropScience avalia até sexta-feira (5), em encontro de produtores brasileiros na Alemanha, as perspectivas para o agronegócio. O foco do encontro, que ocorre há três anos, é apoiar o desenvolvimento do setor no Brasil.

Divisas As exportações do complexo soja deverão ficar próximas de US$ 30 bilhões, inferior aos US$ 31 bilhões de 2013, segundo a Abiove. As quedas deverão ocorrer em todos os itens do setor, mas serão mais acentuadas em farelo e óleo.

Produção gaúcha O Rio Grande do Sul deverá plantar uma área de 7,2 milhões de hectares nesta safra de verão, com produção prevista de 27,7 milhões de toneladas. A área cresce 1,5%, e o volume produzido, 2,8%.

Arroz Um dos principais produtos do Rio Grande do Sul, o cereal deverá somar produção de 8,5 milhões de toneladas, 2,4% mais do que em 2013/14. Os dados são da Emater/RS-Ascar.

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SOJA

Área de plantio vai a 31 milhões de hectares

O país deverá semear 31,2 milhões de hectares na safra 2014/15, com aumento de 4% em relação à anterior. Ao atingir essa área, a produção poderá atingir 91,4 milhões de toneladas, segundo estimativas da consultoria Céleres. Mato Grosso lidera com 8,8 milhões de hectares.

Fonte: Folha

02/09/2014 01h30