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Governo federal vai avaliar custos de produção do trigo no Rio Grande do Sul para elevar preço mínimo

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Ministério da Agricultura também definiu calendário de realização dos leilões para subvenção do produto

Fernanda Farias | Brasília (DF)

Reprodução/Fernando Dias

Foto: Reprodução/Fernando Dias

Para produtores, preço mínimo ideal seria de R$ 40

O Ministério da Agricultura vai avaliar os custos de produção detrigo no Rio Grande do Sul para elevar o preço mínimo do cereal. O assunto foi discutido durante reunião da Câmara Setorial das Culturas de Inverno, realizada nesta terça, dia 23, em Brasília.

Depois de anunciar R$ 150 milhões para subvenção ao preço do trigo, o governo federal definiu o calendário de realização dos leilões. No Paraná, a saca está sendo vendida a R$ 30. Nos dias 7, 14, e 21 de outubro, serão escoadas 100 mil toneladas da produção paranaense em cada uma das datas. No dia 28 de outubro, o leilão será para 50 mil toneladas do Paraná e 100 mil toneladas do Rio Grande do Sul. O grão será destinado principalmente para as regiões Norte e Nordeste do país.
– Isso representa uma pequena parcela em relação à produção brasileira, que deve ser 7 milhões toneladas. Participação pequena, porém os leilões vão continuar. Os leilões são importantes porque esse produto vai ser retirado da região produtora, o que mexe com os preços de mercado – avalia o presidente da Câmara Setorial das Culturas de Inverno, Flávio Turra.

O Ministério da Agricultura também se comprometeu a reavaliar o preço mínimo do trigo, hoje em R$ 33,45. Para os produtores, o preço mínimo ideal seria de R$ 40 a saca. Ainda em outubro, a Conab vai fazer um levantamento dos custos de produção para definir o novo valor, que é esperado já para a próxima safra.

– Este preço atual foi reajustado para a safra 2014 em 5% para o tipo 1 pão, os demais não foram reajustados. Consequentemente, isso não cobre os custos de produção. O produtor recebe, quando recebe R$ 25, para executar em 60, 70, 80 dias. Demora para comercializar. Vamos torcer que com redução do ICMS que a Farsul lutou, e o governo manteve até o fim de outubro de 8% para 2%, consigamos evacuar a safra velha e que a safra nova não encontre a velha, porque isso seria um desastre – afirma o presidente do grupo Trigo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Hamilton Guterres Jardim.

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Fonte: Ruralbr |