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Governo defende adoção de práticas conservacionistas para atingir meta de redução de CO2

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Objetivo diminuir emissão de 133 milhões a 162 milhões de toneladas do gás até 2010, segundo ministério

Patrick Rodrigues

Foto: Patrick Rodrigues / Especial

Governo defende adoção de práticas conservacionistas na produção rural

Ações conservacionistas na produção agropecuária são primordiais para a preservação do meio ambiente. A avaliação é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O órgão destaca as práticas previstas no Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), cujas linhas de financiamento oferecem opções que geram lucros a partir do plantio de espécies arbóreas nativas, como paricá, guanandi, sabiá, erva-mate e seringueira. O programa oferece crédito a produtores rurais para a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis. O principal objetivo, conforme o Mapa, é fazer frente aos desafios trazidos pelas mudanças climáticas, com a meta de reduzir, até 2020, entre 133 e 162 milhões de toneladas de CO2.

Para o reflorestamento, as principais práticas incentivadas são as de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e implantação e manutenção de florestas comerciais, de acordo com o secretário de Desenvolvimento e Cooperativismo, Erikson Chandoha.

– O desmatamento já vem diminuindo em biomas importantes e o financiamento de práticas que preservem espécies nativas auxiliará tanto na preservação ambiental quanto na captação de gás carbônico na atmosfera – afirma.

Para a região Norte, algumas das espécies indicadas são a paricá (ideal para fabricação de laminado e compensado) e o mandiocão (pode ser utilizada para fabricação desde laminados a palitos de fósforo). No Centro-Sul, recomenda-se o guanandi (fabricação de canoas e vigas de escoramento) e o pau-jacaré (madeira estrutural) e a seringueira (borracha). Quanto ao Nordeste, destaque para o sabiá (produção de estacas, lenha e carvão). Já a região Sul tem como boas opções a bracatinga (lenha e carvão, mobiliário) e a erva-mate (folhas utilizadas para a produção de chá).

Financiamento pelo ABC

Pprodutores interessados em adotar práticas financiadas pelo programa ABC devem entrar em contato com sua agência bancária para obter informações quanto à aptidão ao crédito, documentação necessária para o encaminhamento da proposta e garantias.

Para a safra 2012/2013, o programa terá R$ 3,4 bilhões disponíveis em linhas de crédito. A taxa de juros para o período diminui em relação à safra anterior, de 5,5% para 5% ao ano, a menor fixada para o crédito rural destinado à agricultura empresarial.

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Fonte: Ruralbr