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Gleisi Hoffmann abre a safra 2013/2014 em Mato Grosso

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Em evento em Sinop, ministra-chefe da Casa Civil foi elogiada por atuação, mas ouviu queixas dos produtores

por Vinicius G. Arruda, de Sinop (MT)*

Editora Globo

A ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann conversa com Cesar Favaro, da Aprosoja (Foto: Andrea Côrtes)

Mesmo com o tempo seco, que está impedindo que agricultores do médio norte de Mato Grosso comecem a semeadura, o plantio da safra de soja 2013/2014 foi oficialmente aberto nesta quinta-feira (26/9) em Sinop. O ato simbólico do evento, organizado pela Aprosoja Brasil, foi protagonizado pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que “pilotou” um trator e uma plantadeira na sede da Embrapa Agrossilvipastoril, localizada no município.
Na cerimônia que antecedeu o ato, em que estiveram presentes o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, e líderes de associações de produtores, a ministra foi elogiada pela sua atuação e sensibilidade diante dos problemas com a produção do Estado, mas não escapou das cobranças. Os produtores reclamam medidas para resolver os crônicos problemas logísticos do Estado e outros males que interferem na produção como a incidência de pragas nas lavouras.
O presidente do conselho administrativo do Senar-MT, Rui Prado, disse que está na hora de se resolver "de uma vez por todas a questão logística", e citou o acesso pela BR 163 ao porto de Santarém e Miridituba, no Pará. Prado também disse que a segurança jurídica no Estado tem que ser plena no que se refere à demarcação de reservas indígenas.
Carlos Favaro, presidente da Aprosoja MT, destacou a necessidade de se agilizar a liberação de registros de agroquímicos para o combate a pragas.
Etanol de milho
O senador Blairo Maggi (PB-MT) elogiou a atuação do governo na regulação de preços e no auxílio à comercialização, mas lembrou que o sistema não é sustentável. O ex-governador do Estado ainda comentou uma das soluções que poderiam aliviar a supersafra e milho de Mato Grosso. "Se não buscarmos uma saída para o milho não teremos onde colocá-lo. É preciso uma mudança na postura do governo para encarar o etanol de milho".
Já o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Nilson Leitão (PSDB-MT), cobrou os investimentos na hidrovia Teles Pires-Tapajós. "Queremos as termoelétricas, mas é preciso mão mais forte para tocar o projeto".
A ministra lembrou que nesta quarta-feira (25), o Congresso Nacional aprovou uma emenda A MP 619, que possibilita a ampliação dos investimentos em armazenagem e permite a importação emergencial de defensivos agrícolas e a liberação de fungicidas para o combate à ferrugem asiática. Hoffman disse que o governo está ciente de que a melhoria da infraestrutura vai reduzir os custos dos produtores e ressaltou que importantes obras ferroviárias do PAC beneficiarão o Estado, como a ferrovia Norte-Sul, um novo terminal em Santarém e a ampliação da capacidade dos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).
* Vinicius G. Arruda viajou a convite da Aprosoja Brasil

Fonte: Globo Rural