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Gisele Loeblein: é preciso passar por Esteio

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Esteio é roteiro obrigatório para quem deseja chegar ao comando do Estado

Atualizada em 01/09/2014 | 05h3701/09/2014 | 05h31

Em um Estado como o nosso, onde o agronegócio responde por um quarto de toda economia gerada, o Parque de Exposições Assis Brasil se transforma, nos dias de Expointer, em símbolo da produção gaúcha.

Nos pavilhões da feira é possível conferir uma amostra da força do setor. Quando a exposição começa, Esteio é roteiro obrigatório para quem deseja chegar ao comando do Estado.

O painel realizado com os candidatos na Casa RBS — uma parceria entre Zero Hora e Federasul — mostra que os atuais participantes da disputa ao Palácio Piratini têm plena consciência disso. Não se pode cobiçar o cargo sem levar a sério propostas para o agronegócio.

Embora com visões distintas sobre como atender às reivindicações e como conduzir o segmento que vem salvando o PIB gaúcho com seus bons resultados, Ana Amélia Lemos (PP), José Ivo Sartori (PMDB), Roberto Robaina (PSOL), Tarso Genro (PT) e Vieira da Cunha (PDT) deixaram claro que o setor merece atenção prioritária.

Na esteira da produção recorde de grãos de mais de 30 milhões de toneladas colhidas neste ano, acumulam-se impactos positivos, mas também problemas a serem resolvidos, que vão da infraestrutura para escoar a safra às políticas de comercialização.
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A demarcação de terras é outro ponto sensível. Embora a tarefa originalmente seja do governo federal, há consenso de que o Estado precisar atuar na questão para que nenhuma das partes envolvidas seja prejudicada.

Da plateia, formada por representantes do setor, vieram ainda perguntas referentes à produção gaúcha de leite, à irrigação, à construção de barragens, entre outros temas.

Outro ponto: mais de um adversário do atual governador afirmou que projetos em execução — e que estejam funcionando — não serão deixados de lado.

Fonte: Zero Hora