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Gisele Loeblein: para mexer com as estruturas

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Investigação que levou à exoneração de superintendente do Ministério da Agricultura no RS leva fiscais a pedir técnico em comando do órgão

13/05/2015 | 22h43min · Atualizada em 13/05/2015 | 22h43min

A investigação de Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União servirá como argumento para a retomada de um pedido antigo dos servidores da Superintendência do Ministério da Agricultura no Estado.
Há tempos os fiscais federais agropecuários, que são concursados, pediam para o comando do órgão ficar a cargo de um técnico. Na mudança para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa) chegou a encaminhar um documento à nova ministra da Agricultura, Kátia Abreu, solicitando a indicação de um servidor de carreira para a chefia da superintendência.

Alvo da apuração da PF, o atual superintendente, Francisco Signor, está há 12 anos na função e foi indicação política.
– Estamos tentando a substituição por um fiscal federal agropecuário. O próprio Ministério Público Federal foi muito claro nesse sentido. É uma pessoa política gerenciando técnicos – diz Marcelo Mazzini, diretor administrativo da delegacia sindical da Anffa no Estado.
Ocorre que, neste momento, o governo federal está em plena negociação de cargos do segundo escalão. A possibilidade de uma combinação entre um técnico com vocação política não é descartada – há inclusive nomes dentro do quadro do PT que chegaram a ser cogitados para a função. Sobre o impacto da operação na imagem da superintendência – e no dia a dia do trabalho realizado pelos fiscais –, há um entendimento de que essa era uma ação necessária, e que a médio e longo prazo o efeito seja positivo.
– Esse tipo de operação só tende a melhorar nosso trabalho – avalia Mazzini.
O promotor do Ministério Público Estadual Mauro Rockenbach, que comandou as oito etapas da Operação Leite Compen$ado, em que foram detectadas fraude no produto, concorda. Para ele, o processo de apuração ficará ainda melhor.
– A sensação de trabalhar com inimigo na trincheira era muito ruim – afirma. ?

Fonte: Zero Hora