Gisele Loeblein: definições antes da votação sobre liquidação voluntária da Cotrijui no sábado

Grupo de oposição à atual diretoria da cooperativa avalia a indicação de um nome para a posição de liquidante

23/09/2014 | 22h06

A definição sobre a liquidação voluntária da Cotrijui sai só no sábado. Até lá, outras decisões poderão ter impacto na votação da assembleia-geral extraordinária. A Terceira Via, grupo de oposição à atual diretoria, está avaliando a indicação de um nome para a posição de liquidante.

Na prática, é quem assume o controle do processo de liquidação. A lei indica que pode ser o atual presidente da cooperativa, Vanderlei Fragoso, ou outra pessoa. De um jeito ou de outro, precisará ser aprovado pelos associados presentes na assembleia.

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Um dos nomes cotados pela Terceira Via é o de Rui Polidoro, que tem longa atuação no setor de cooperativas. Durante 26 anos esteve à frente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS). E também já integrou a diretoria da Cotrijui no período de 1972 a 1989.

Nesta terça-feira à noite, o grupo tinha reunião marcada e trataria, entre outros assuntos sobre essa questão.

Polidoro disse que, se receber a indicação, irá avaliar.

– O indicado para esse momento de situação delicada é unir forças – afirma Polidoro.

No ano passado, foi cogitado para assumir a cooperativa quando a Terceria Via tentou realizar novas eleições.

O consenso a respeito do próximo passo a ser dado pela cooperativa e sobre quem deve assumir o processo se fará necessário. É uma prerrogativa para que uma cooperativa do tamanho e da relevância da Cotrijui consiga de fato se reerguer. O desafio é grande, já que as dívidas acumuladas ultrapassariam a casa do bilhão.

A opção pela liquidação faz parte, segundo Fragoso, do processo de reestruturação, iniciado no ano passado, quando assumiu a presidência.

Há processos já em execução de cobrança, que podem tomar patrimônio significativo da cooperativa. Dentro do espírito do que pressupõe o cooperativismo, a referência das ações deve ser sempre o melhor interesse do produtor. Nesse sistema, é ele o dono do negócio.

Fonte: Zero Hora