Gisele Loeblein: contas revisadas na planilha da Emater

Entidade pretende mostrar economias já feitas e tentar ampliação do orçamento anual proveniente do convênio com o Estado

24/06/2015 – 21h43min

Nos próximos dias, a direção da Emater deverá apresentar ao governador José Ivo Sartori um balanço das ações implementadas para redução de custos na entidade, presente em 494 dos 497 municípios gaúchos.

A ideia é mostrar as economias já feitas e tentar sensibilizar para uma ampliação do orçamento anual proveniente do convênio com o Estado – reduzidos de R$ 180 milhões para R$ 146 milhões.

Só com o pagamento da folha funcional, são consumidos cerca de R$ 220 milhões por ano.

A Emater tem outras fontes de receita, como convênios e chamadas públicas.

Revisão e rompimento de contratos – de atividades como limpeza, assessoria jurídica, aluguéis de salas no Interior, entre outros – e troca de fornecedores estão entre as medidas adotadas.

Um exemplo citado pelo presidente da Emater, Clair Kuhn, são os almoços servidos em dias de campo e de cursos. Em vez de a comida vir de um restaurante, passou a ser adquirida da comunidade em que o evento é realizado. Além de dar retorno financeiro à localidade, possibilitou diminuir em 40% gastos desse tipo.

– Com a otimização de recursos atingimos, em média, 23% de redução nas contas – explica Kuhn.

Também se mexeu no quadro de funcionários. Foram 25 demissões e 105 adesões ao programa de desligamento incentivado que, conforme o presidente da Emater, irão gerar economia de R$ 13 milhões ao ano. Ele descarta a possibilidade de demissões em massa, embora afirme que rescisões pontuais poderão ser feitas.

A diretoria garante que os cortes realizados não afetam o andamento do trabalho de assistência técnica e extensão rural prestado a 226 mil famílias no Estado.

– Não está havendo diminuição do serviço da Emater – afirma Lino Moura, diretor técnico da entidade.

Prova de que as atividades não estão paradas, argumenta Moura, vem dos números referentes ao uso de combustível para deslocamentos. Nos primeiros cinco meses do ano, foram gastos R$ 1,37 milhão, o que dá média de R$ 183 por automóvel, a cada mês – a frota da Emater é de 1,5 mil veículos. Na comparação de maio com março, a alta seria de 52%.

Em outra frente, grupo de parlamentares e entidades como a Associação dos Servidores da Ascar-Emater, que estiveram reunidos com o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, para negociar a ampliação de recursos da Emater, baterá à porta do chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi. Reunião está pré-agenda para semana que vem.

Fonte: Zero Hora