Gisele Loeblein: campo é terreno fértil para investimentos

Combinação de grande safra, bons preços e juros reduzidos do PSI permite expansão

Os bons resultados colhidos no campo seguem produzindo efeitos positivos na indústria de máquinas e de implementos do Estado. A John Deere, que anunciou nesta segunda-feira a produção dos tratores da série 8R na unidade de Montenegro, com aplicação de R$ 40 milhões, engrossa a lista de investimentos anunciados ou concretizados neste ano para o setor no Rio Grande do Sul.

– O Brasil está cada vez mais profissionalizado, produzindo mais. O produtor brasileiro hoje é preparado e isso justifica o investimento – afirma o diretor de assuntos corporativos para a América Latina da John Deere, Alfredo Miguel Neto.

Embora o papel estratégico do país seja fundamental quando se trata da opção por novos projetos, os números também têm sido um grande incentivo para a empresa, cuja venda de tratores no país, no acumulado de janeiro a agosto de 2013, cresceu 25,6%, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Para Claudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), esses valores a serem aplicados em solo gaúcho são um "retrato da pujança vivida pelo setor neste momento". E ajudam a reforçar os argumentos para que o governo mantenha a taxa do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), atualmente em 3,5%. Ontem, Bier aproveitou o almoço com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para reiterar o pedido – feito na Expointer para o ministro da Agricultura, Antônio Andrade.

No entendimento do dirigente do Simers, é a combinação de grande safra, bons preços e dos juros reduzidos do PSI que permitiu a expansão:

– O fabricante de máquinas está acreditando na inovação e trazendo maior produtividade.

Outros movimentos importantes de expansão também foram dados por Agco, Stara, Kuhn e Semeato. Quem ganha com isso é o Estado, ao cultivar bons negócios com colheita a curto, médio e longo prazo.

Fonte: Zero Hora