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Geada pode afetar as lavouras de soja

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Depois da seca, há risco de novas perdas com o clima nesta semana

 Até agora, prejuízo na produção da oleaginosa já chega perto de 40% no Rio Grande do Sul<br /><b>Crédito: </b>  arthur puls / cp memória

Até agora, prejuízo na produção da oleaginosa já chega perto de 40% no Rio Grande do Sul
Crédito: arthur puls / cp memória

O clima pode agravar a situação da safra de soja gaúcha, já duramente afetada pela seca no verão. A previsão de geada em regiões produtoras amanhã e quinta-feira feita pela MetSul Meteorologia gera preocupação frente a uma quebra de produção que já beira os 40%. Caso a projeção se confirme, atingiria principalmente os plantios tardios, realizados em dezembro. Hoje, 60% da área no Estado encontra-se em fase de enchimento de grão.
O assistente técnico de soja da Emater Alencar Rugeri explica que o efeito de uma geada agora dependerá da sua intensidade. Se for fraca, não há reflexos. Se for forte, pode interromper o crescimento e matar a planta. O milho replantado e que encontra-se em florescimento e enchimento de grãos também pode ser afetado. Contudo, Rugeri não acredita que a geada venha com força para causar danos significativos às culturas.
Segundo a MetSul, a geada deve ser de moderada a forte em alguns municípios da Serra e Aparatos, oferecendo risco maior no eixo Lago Vermelha/Vacaria. Preocupação também em áreas de baixada da Região Noroeste. Na Campanha, Fronteira-Oeste, Serra do Sudeste, Centro, Planalto Médio e Alto Uruguai, a geada deve ser fraca e isolada. O que deve atenuar os reflexos é o fato de o solo ainda estar aquecido pelo término recente do verão.
A Emater revisará os números relativos à safra 2011/2012 entre sete e 15 dias. A atual projeção aponta que a produção de soja chegaria a 7,13 milhões de toneladas, volume que representa 30,71% de recuo em relação à projeção inicial e de 39% em relação ao colhido durante o ciclo passado. Com o final de colheita previsto para abril, a tendência é que haja novo decréscimo ainda por conta da seca.
O diretor da Capital Corretora, Farias Toigo, especula uma safra de 6,6 milhões de toneladas. E acrescenta que, por conta da escassez da oleaginosa, tradings já estão negociando contratos para maio de 2013 a R$ 56,00 a saca. "Esta todo mundo preocupado em se proteger e garantir grão para o ano que vem."

Fonte: Correio do Povo