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Ganhos notáveis de eficiência produção de grãos e proteína

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Fonte:  Valor

Incorporação de tecnologias leva a colheitas recordes sucessivas, mesmo sem a ampliação significativa.da área cultivada N um ganho notável de eficiência, alavancado pela pesquisa agronômica e consequente incorporação de novas tecnologias, a produção brasileira de GRÃOS e de proteína animal foi multiplicada, pela ordem, por três e sete vezes em quase três décadas e meia, quebrando recordes sucessivos, enquanto a. ärea total dedicada ao cultivo agrícola e florestal e à criaçãb de animais sofreu variação de apenas 4,8%, passando de 209 milhões para 219 milhões de hectares entre os ciclos 1976/1977 e 2009/2010. A produtividade média na agricultura avançou 150% no período, de 1.258 para 3.149 quilos por hectare, e a pecuária bovina de corte operou um ganho de quase quatro vezes. Em1975, o setor produzia 10,8 quilos de carne bovina por hectare, relação que disparou para 42,3 quilos por hectare em 2010, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O mesmo trabálho mostra que a produtividade total da agropecuária cresceuno Brasil aum ritmo quase duas vezes maior do que nos EUA, donos da agricultura mais eficiente do planeta. Entre 1975 e 2008,.as taxas médias de crescimento anual atingiram1,87%nos EUA e 3,51%no Brasil. A pesquisa agronômica cumpriu papel fundamental neste processo e desenvolve esforços para incrementar a eficiencia da produção agropecuária num cenário de desafios crescentes, daqui em diante. Grandes empresas do setor, como Monsanto, Dow, DuPont e Pfizer e centros renomados de pesquisa agropecuária, a exemplo da Embrapa e Universidade Federalde Viçosa (UFV), têm novidades para apresentar. Neste ano, a Monsanto apresentou ao mercado a segunda geração da biotecnologia para a cultura da soja, ao lançar a Intacta RR2 PRO primeira semente desenvolvida para um mercado fora dos EUA, sede da multinacional. "Além da tolerância ao herbicida Roundup Ready (RR), a nova tecnologia oferece proteção contra as lagartas da soja e falsa medideira, consideradas pragas primárias na cultura da soja,porque estão diretamente relacionadas com a diminuição de produtividade da lavoura e aumento dos custos", diz Rodrigo Santos, diretor de estratégia de produto e desenvolvimento tecnológico da empresa. A soja Intacta consumiu dez anos de pesquisas e uminvestimento de US$100milhões. No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberou, em dezembro, duas novas sementes de milho desenvolvidas pela .Monsanto. A primeira delas (MON 88017) combina tolerância ao glifosato e proteção contra a praga de raiz. A segunda, desenvolvida em parceria com a Dow AgroSciences no país, incorpora tolerância aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio com a resistência a lepidópteros que atacam a cultura. Fabian Gil, presidente da Dow AgroSciences, anuncia que a multinacional decidiu reforçar ) a . sua estratégia de maior aproximação com o mercado, buscando diferenciação a partir do desenvolvimento de produtos de alta tecnologia. Além do milho desenvolvido nesta parceria com a Monsanto, a Dow lançou a semente Herculex, geneticamente modificada para resistir à lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e a outros insetos que se alimentam da folha do milho. A meta da americana DuPont, é colocar no mercado um produto novo todos os anos, segundo seu diretor de marketing, Marcelo Okamura. Nos últimos dez anos, a empresa retomou em grande escala os investimentos na descoberta de novas moléculas, com uso de tecnologia High Throughput Screening (HTS), com foco no desenvolvimento de produtos com alta eficácia e baixo impacto ambiental. Na área da saúde animal, um grupo de pesquisadores do departamento de medicina veterinária da Universidade Federal de Viçosa (UFV), coordenado pelo professor Jackson Victor de Aranjo, desenvolve um novo método natural para combater parasitoses emruminantes.Ainda em fase de testes e de registro no Mapa, o produto foi obtido a partir de fungos encontrados na natureza e que são antagonistas de ovos e larvas de vermes que parasitam bovinos, ovinos e caprinos. O desenvolvimento de produtos veterinários será orientado, nos próximos anos, por três diretrizes presentes nas operações da Pfizer Saúde Animal, diz Jorge Espanha, diretor da empresa no Brasil. Estas envolvem tecnologias que possibilitem preservar o bem-estar dos animais, atender às necessidades regionais de cada mercado e reduzir custos ou ampliar as margens do negócio pecuário. Isso vai ocorrer, segundo ele, a partir de um aumento na eficácia dos produtos, além da "implantação de programas estratégicos de prevenção e tratamento ou por um desenvolvimento em áreas novas como a de biofarmacêuticos".