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Frango e suínos seguem padrões inversos no ano

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Enquanto embarques de aves registram aumento no volume e queda na receita, resultado da carne suína apresenta movimento contrário

FREDY VIEIRA/JC

Vendas externas de cortes suínos chegam a US$ 1,48 bilhão em 2014

Vendas externas de cortes suínos chegam a US$ 1,48 bilhão em 2014

Levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango e de suínos mantiveram um movimento inverso no acumulado deste ano. Enquanto as aves apresentam aumento de volume e leve queda na receita, a carne suína teve o movimento contrário, com quantidades menores mas faturamento maior.

No caso dos cortes de frangos, entre janeiro e novembro, foram embarcadas 3,65 milhões de toneladas, resultado 2,4% superior ao acumulado nos 11 primeiros meses de 2013.  Já em receita, houve redução de 1%, segundo a mesma comparação, chegando a US$ 7,27 bilhões.

Já nos suínos, os volumes embarcados entre janeiro e novembro de 2014 foram 5,1% inferiores ao total registrado em 2013, totalizando 455,74 mil toneladas.  Entretanto, em receita, houve incremento de 17,9% no saldo total, chegando a US$ 1,48 bilhão.

Considerando apenas novembro, houve redução de 5,8% nos embarques de frango do mês, na comparação com o mesmo período do ano passado, ficando em 327,40 mil toneladas.  Em receita, a queda foi de 3,2%, com total de US$ 657,15 milhões. “Os resultados não alteram as perspectivas positivas para o ano”, destaca o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra.

Os cortes foram os principais produtos embarcados entre janeiro e novembro de 2014: conforme os dados da ABPA, 2,028 milhões de toneladas foram exportadas no período, número 6,4% superior ao total obtido nos 11 primeiros meses do ano passado.  Segundo produto da pauta, os embarques de frangos inteiros chegaram a 1,30 milhão de toneladas no mesmo período (-3,1%).  Já de produtos salgados e de processados foram exportadas 172,95 mil toneladas (+5%) e 144 mil toneladas (-0,3%), respectivamente.

Na avaliação por destino, o Oriente Médio manteve-se como principal importador de carne de frango brasileira, com 1,25 milhão de toneladas entre janeiro e novembro deste ano (-5,8% em relação ao mesmo período de 2013).  Em segundo lugar, a Ásia foi responsável pelos embarques de 1,07 milhão de toneladas (+5,2%).  No terceiro posto, a África importou 470,24 mil toneladas (-2,7%).  Para a União Europeia – quarto maior destino – foram embarcadas 380,37 mil toneladas (-1,8%).  Já para os países das Américas, as exportações totalizaram 314,90 mil toneladas (+26%).  Por fim, para os países da Europa fora da União Europeia e para a Oceania foram exportadas, respectivamente, 153,56 mil toneladas (+74,7%) e 2,12 mil toneladas (+30,3%).

Mantendo-se como maior importadora de carne de frango do Brasil, a Arábia Saudita importou, neste ano, 592,28 mil toneladas entre janeiro e novembro (-6,6%).  Antecedido pela União Europeia – que importou 380, 37 mil toneladas (-1,8%) – o Japão, terceiro principal importador, foi responsável pelos embarques de 378,52 mil toneladas.  Em quarto lugar, Hong Kong importou 289,32 mil toneladas (-6%).  No quinto posto, as exportações para os Emirados Árabes Unidos chegaram a 233,72 mil toneladas (+3,4%).

Nos suínos, em novembro, os embarques registraram aumento de 10,6% nos volumes embarcados durante este mês em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 42,76 mil toneladas.  O aumento foi mais expressivo em receita, com US$ 147,59 milhões, resultado 43,9% superior a novembro de 2013.

Entre os maiores importadores de carne suína do ano, a Rússia se destacou com o embarque de 172,96 mil toneladas entre janeiro e novembro, número 38,1% maior em relação ao total de 2013.  Hong Kong, na segunda posição, importou 100,97 mil toneladas (-10,2%). No terceiro posto, Angola foi responsável por 46,91 mil toneladas (+4,1%).  Singapura, quarto maior destino, importou neste 29,95 mil toneladas (+13,6%). Na quinta posição, o Uruguai comprou 18,75 mil toneladas (-9,9%).

Fonte: Jornal do Comércio