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Fogo de palha

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O boicote a vinícolas gaúchas, por causa do pedido de salvaguarda para o vinho brasileiro, feito pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e por outras entidades do setor, se restringe até o momento a alguns poucos restaurantes do centro do país.
Outros restaurantes importantes, que têm vinhos brasileiros nas suas cartas não aderiram a essa onda. Independentemente do que se pense das tais salvaguardas, é importante que se saiba que o setor vitivinícola do Estado não pede aumento de impostos sobre o vinho estrangeiro. O máximo que o setor pede são cotas que limitem o ingresso do produto importado – medida, aliás, adotada por vários países que importam do Brasil produtos como calçados, etanol, aviões, carnes, geladeiras e outros.
Isso é bom para o vinho brasileiro? Acho, sinceramente, que os bons vinhos nacionais não precisam desta proteção. Seria bem melhor se o governo reduzisse os 54% de tributação cobrados hoje sobre os vinhos brasileiros. Isso, sim, aliviaria a pressão sobre o produto nacional. E não haveria razões para o Ibravin duelar nas redes sociais com chefs que querem decidir o que os brasileiros devem beber.

Fonte:  Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho