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Finalizada a venda de 60% da Galvani à norueguesa Yara

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Ana Paula Paiva/Valor
Torgeir Kvidal, CEO da Yara International: reforço na posição da empresa no país

A multinacional norueguesa Yara, uma das maiores empresas do segmento de fertilizantes no mundo, anunciou ontem que concluiu a aquisição de 60% da brasileira Galvani, o que permite o início do processo de integração, conforme comunicado. O acordo entre as duas companhias tinha sido anunciado em agosto deste ano.

O valor total da transação foi de US$ 318 milhões, sendo que US$ 132 milhões serão destinados aos negócios já existentes da Galvani e, os US$ 186 milhões restantes, aos projetos de mineração e produção de fertilizantes da companhia brasileira, que faturou no ano passado US$ 352 milhões.

A Galvani tem capacidade para produzir cerca de 1 milhão de toneladas por ano de superfosfato simples (SSP) nos complexos industriais de Paulínia (SP) e Luís Eduardo Magalhães (BA). Também tem novos projetos de mineração de rocha fosfática e de ampliação da produção atual de fosfatados no Brasil.

No acordo feito entre as duas empresas, a Yara se comprometeu a apoiar os projetos de mineração em andamento da Galvani caso certas condições sejam atingidas. Haverá também um ajuste pós-fechamento do capital de giro, informou a companhia.

Com a aquisição de fatia majoritária da Galvani, a Yara terá acesso a uma produção integrada desde a mineração da rocha até a produção de adubos fosfatados em regiões de expressivo crescimento agrícola, como o Centro-Norte e o Nordeste.

"Esta aquisição complementa a presença da Yara no Brasil e fortalece ainda mais a posição da Yara na região agrícola com mais rápido crescimento no mundo", disse Torgeir Kvidal, presidente e CEO da Yara International, no comunicado.

Líder em vendas de fertilizantes ao consumidor final no país, com 25% de participação (cerca de 8 milhões de toneladas por ano), a Yara produz cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano, o mesmo volume da Galvani. A receita da Yara no país no ano passado foi de R$ 5,6 bilhões, ainda refletindo pouco a incorporação da área de fertilizantes da Bunge, em negócio concluído no ano passado.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo