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Fazenda e Agricultura vão analisar dívidas agrícolas de produtores de arroz, maçã e soja

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Durante reunião entre as partes ficou decidido que proposta será analisada em janeiro

Os ministérios da Agricultura e da Fazenda se comprometeram nesta terça, dia 20, com lideranças rurais a analisar os pedidos de renegociações das dívidas relativas ao crédito rural de investimento dos produtores de arroz, maçã e soja. Em reunião agendada pelo deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS), dirigentes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de Santa Catarina (AMAP) e da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) discutiram o assunto com os secretários executivos da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Agricultura, José Carlos Vaz.

Os arrozeiros pedem 35 anos para pagamento da dívida de R$ 3,5 bilhões, a juros de 2,5% ao ano e carência de 24 meses. Os produtores de soja, que têm um passivo estimado em R$ 2,6 bilhões (incluindo dívidas relativas financiamento do cultivo de milho e trigo) pedem 23 anos de prazo, sendo três de carência e juros de 2% ao ano. Os produtores de maçã pedem 12 anos para liquidar a dívida de R$ 600 milhões. Os dados da dívida foram atualizados na reunião desta terça.

O deputado gaúcho afirmou que na reunião ficou acertado que o governo irá a analisar a proposta dos agricultores ao longo do mês de janeiro, para propor uma solução que seja colocada em prática antes do final desta safra. Em relação aos prazos sugeridos pelos produtores para pagamento das dívidas, Heinze afirmou que o Ministério da Fazenda pretende estudar "linha por linha e caso a caso" para elaborar a proposta de renegociação.

O deputado afirmou que o governo vai atender a reivindicação dos produtores e permitir a renegociação das dívidas relativas às linhas de crédito do BNDES, como Moderfrota e Moderinfra, que ficaram de fora das últimas resoluções do Conselho Monetário Nacional. As renegociações recentes de crédito de investimento incluíram apenas Finame PSI. O deputado argumenta que, além do volume maior de recursos, o Moderfrota e o Moderinfra têm custo maior para os produtores, pois os juros variam de 10% a 13% ao ano, enquanto a taxa do PSI é de 6,5% ao ano.

Fonte:  Ruralbr | Venilson Ferreira | Agência Estado