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Farsul celebra seus 90 anos com novo prédio

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Com conclusão da obra, espaço da entidade dobrou, com mais 3,5 mil metros quadrados

Com conclusão da obra, espaço da entidade dobrou, com mais 3,5 mil metros quadrados

CLAITON DORNELLES /CLAITON DORNELLES/JC

Menos de um ano após o lançamento da pedra fundamental, foi inaugurado ontem o novo prédio da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), localizado no bairro Cidade Baixa, na praça Saint Pastous, na Capital. A cerimônia também celebrou os 90 anos de fundação da Farsul, comemorados hoje.

Com a conclusão da obra, a nova sede administrativa da entidade dobrará de tamanho. Ao lado do antigo prédio, a moderna estrutura agregará sete pavimentos, com espaço extra total de 3,5 mil metros quadrados e estacionamento.

Com a ampliação, dois braços de trabalho da Farsul, hoje operando fora da sede, migrarão para o local. Vão ocupar salas do novo prédio a Casa Rural, atualmente sediada na avenida Borges de Medeiros, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que ocupa um andar locado pela entidade no edifício Edel Trade Center, próximo da sede. No evento realizado na noite de ontem foram homenageados ex-presidentes, e a cerimônia contou com uma apresentação da Orquestra Villa Lobos, formada por crianças de comunidades carentes.

A primeira entidade gaúcha de produtores rurais foi criada em 1898, e era denominada Sociedade Agrícola Pastoril. Depois, a Federação das Associações Rurais do Rio Grande do Sul (FAR) foi criada a partir da fusão de associações no Estado. Em 24 de maio de 1927, a FAR deixou de existir, e foi fundada a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). Na dia da criação da Farsul, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, o então governador do Estado, Borges de Medeiros, destacou em uma célebre frase que, "unidos pela solidariedade, os produtores rurais seriam uma força invencível".

Em seus 90 anos de história, a entidade registrou diversos momentos importantes na defesa dos interesses dos produtores rurais. Entre as manifestações mais marcantes estão o Caminhonaço, de 1999, em que cerca de 15 mil produtores rurais ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para cobrar a renegociação de dívidas do setor agrícola. Em 2001, o protesto chegou à capital federal a cavalo: produtores rurais percorreram 1,8 mil quilômetros ao longo de 56 dias, montaram um acampamento farroupilha e acenderam a chama crioula em Brasília. O esforço resultou na securitização de dívidas agrícolas, que reestruturou o passivo.

Outras questões importantes que marcaram a história da Farsul e o desenvolvimento do campo dizem respeito à proteção da propriedade privada frente a ameaças de invasões, apoio a novas tecnologias para aumento da produtividade no campo, como o uso dos transgênicos, defesa dos produtos nacionais contra a concorrência desleal de produtos estrangeiros e a redução da carga tributária que impacta o bolso do agricultor.

Fonte: Jornal do Comércio