.........

Farsul avalia Plano Safra 2011/2012

.........

Fonte: Farsul

Foto: Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul

Carlos Sperotto, presidente do Sistema Farsul

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, participou, hoje (17), em Ribeirão Preto/SP, da cerimônia de anúncio do Plano Safra da Agricultura Empresarial 2011-2012 que terá um total de R$ 107,2 bilhões.
Para ele, alguns pontos merecem destaque. Entre eles, as novas condições de financiamento e aumento do crédito para o médio produtor rural. Serão R$ 80,2 bilhões destinados a custeio e comercialização da safra, 6% a mais que o direcionado no ciclo 2010/2011. Desse valor, R$ 64,1 bilhões poderão ser contratados a juros controlados, com taxas fixas de 6,75% ao ano. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terá 48,2% mais recursos que o estipulado na safra 2010/2011. No ciclo 2011/2012, o Pronamp coloca à disposição dos produtores R$ 8,3 bilhões para crédito de custeio e investimento, com taxas de juros de 6,25% e até oito anos parapagamento, no caso de operações de
investimento.
Para Sperotto, outra alteração importante foi o aumento do limite de renda bruta anual para enquadramento no programa que passa de R$ 500 mil para R$ 700 mil. Além disso, os limites de custeio e de investimento/beneficiário foram ampliados, respectivamente, para R$ 400 mil e R$ 300 mil.
Para investimento, serão R$ 20,5 bilhões e R$ 6,5 bilhões em linhas especiais (PSI e apoio ao setor sucroalcooleiro).
Sperotto acrescentou a atenção especial dedicada à pecuária que está recebendo incentivos para renovação das pastagens e retenção de matrizes. “Essas práticas comuns no RS estão sendo estendidas para o restante do país, com benefício para a atividade”, ressaltou. O volume de recursos com limite de R$ 750 mil por produtor poderá ser aplicado na recuperação dos pastos, na retenção e compra de matrizes e reprodutores.
Sperotto lamentou que a situação do arroz não tenha sido contemplada no Plano Safra. “O arroz continua na espera de avanços para frear a queda nos preços. É lamentável que no momento em que se ressalta a grandiosidade da agropecuária nacional, um produto tão importante como o arroz fique só nas promessas. Esperamos que na próxima semana ocorram avanços por parte da Conab, Ministério da Agricultura e Banco do Brasil”, ressaltou Sperotto.
O assessor técnico da Farsul, Fernando Adauto Loureiro de Souza, destacou que a pecuária gaúcha pode se beneficiar com o Programa Agricultura de Baixo Carbono que dará ao produtor condições de financiamento com taxas de juros de 5,5% ao ano, mais baixas que o fixado para a maioria das linhas de crédito para agricultura (6,75%).
Segundo ele, a pecuária gáucha sustentável em campo nativo que é praticada no bioma Pampa e nos Campos de Cima da Serra se enquadra nas condições de financiamento do programa que tem recursos para pecuária e recuperação de campos degradados. No total, os programas de investimento voltados a atividades agropecuárias que permitem a mitigação da emissão de gases de efeito estufa terão R$ 3,15 bilhões e poderão ser contratados com condições mais facilitadas.