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Falta consenso sobre crédito em 2012

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Parece não haver consenso fácil sobre o desempenho do crédito em 2012. Apesar do afrouxamento monetário em curso e da reversão de parte das medidas prudenciais estabelecidas pelo Banco Central no fim de 2010, pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) este mês com profissionais de 30 instituições financeiras aponta que o sistema de crédito brasileiro poderá manter a tendência de perda de velocidade e crescer em 2012 menos do que em 2011. A pesquisa indica um crescimento de 16,1% do total de operações em 2012, ante a perspectiva de fechar 2011 com expansão de 17,7%.

Mas o resultado destoa do otimismo revelado por alguns executivos à frente de grandes bancos nos últimos dias. Marcial Portela Álvarez, presidente do Santander, por exemplo, estima um crescimento do sistema de 18% – superior, portanto, ao desempenho de 2011. Semana passada, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, projetou avanço de 18% a 20% da carteira do banco e foi enfático ao afirmar que 2012 será melhor que 2011 por conta dos aumentos salariais já contratados.

Os economistas ouvidos pela Febraban mantêm a estimativa de desaceleração do ritmo de concessões no próximo ano. De janeiro a outubro, o saldo total do crédito subiu 14,1%, para R$ 1,946 trilhão.

Os números de novembro, que serão apresentados hoje, devem mostrar uma recuperação expressiva. A retomada, porém, embutiria o efeito da fraca base de comparação de outubro.

Fonte:  Valor | Por Aline Lima | De São Paulo