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Exportação de carne suína cai 3,3% em abril

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Também houve redução de 21,7% na receita em dólares das vendas externas, para US$ 93,9 milhões, aponta ABPA

ANDRÉ NETTO/ARQUIVO/JC

Em relação a março, embarques do setor cresceram 14% em volume

Em relação a março, embarques do setor cresceram 14% em volume

A exportação brasileira de carne suína em abril caiu 3,3% em relação ao mesmo período de 2014, para 42,1 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Também houve queda de 21,7% na receita em dólares, para US$ 93,9 milhões.
Apesar da retração nos resultados em relação ao ano passado, os números sinalizam uma recuperação nos embarques. Na comparação com março, houve avanço de 14% no volume comercializado e de 9,8% na receita cambial. Nos primeiros quatro meses do ano, em relação a 2014, a exportação de carne suína do Brasil caiu 14,1% em volume, para 134,8 mil toneladas, e 23% em receita, somando US$ 319,6 milhões. Para o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, os números de abril indicam uma possível retomada das exportações. "A redução dos níveis de queda (no mês) mostra uma mudança no fluxo, que poderá voltar a ser positivo nos próximos meses", afirmou.
A melhora ocorre em meio a sinais de recuperação da demanda na Rússia. Segundo a ABPA, as vendas ao país cresceram 7,6% no primeiro quadrimestre ante igual período de 2014. Ao todo, foram embarcadas 50,6 mil toneladas. No entanto, as receitas ainda apresentaram queda, de 14,9%, para US$ 136,9 milhões. Em abril, a Rússia importou 16,5 mil toneladas de carne suína (+26,1%), mas novamente apresentou redução no faturamento, para US$ 43 milhões (-11,4%).
As vendas para a União Europeia caíram 5,6% de janeiro a abril, para 51,7 mil toneladas, mas a região permanece a principal importadora. No segundo lugar está a Ásia, com 47,9 mil toneladas (-17,6%). As Américas compraram 15,9 mil toneladas, com queda de 3,3% nos embarques. A África importou 12 mil toneladas – a base comparativa não foi divulgada.

Retração compradora e vendedores ativos pressionam cotação do arroz no Estado

A retração compradora e a maior presença de vendedores têm enfraquecido as cotações do arroz no Rio Grande do Sul neste mês. Entre 30 de abril e 12 de maio, o Indicador Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% grãos inteiros) caiu 1,5%, fechando a R$ 35,13 a saca de 50 quilos na terça-feira, dia 12 de maio.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, com a colheita da safra 2014/2015 praticamente finalizada, o que favorece as compras de arroz depositado nos próprios armazéns, representantes de indústrias reduziram os valores de compras. Além disso, beneficiadoras se queixam do enfraquecimento das vendas de arroz beneficiado aos mercados doméstico e externo.
Do lado vendedor, orizicultores com necessidade de "fazer caixa" estão mais ativos no mercado. Alguns afirmam a preferência por venda de arroz, devido ao enfraquecimento do preço da soja.

Fonte: Jornal do Comécio