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Exportação de carne bovina ‘patina’ até junho, mas deve somar US$ 6 bilhões no ano

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Luis Ushirobira/Valor / Luis Ushirobira/Valor
Fernando Sampaio, da Abiec: "A expectativa para o 2º semestre é positiva"

As exportações brasileiras de carne bovina cresceram 1,8% no primeiro semestre deste ano, para US$ 2,64 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Em volume, os embarques da proteína animal nos primeiros seis meses do ano avançaram 2,5%, para 557,3 mil toneladas.

O crescimento dos embarques no semestre aconteceu a despeito dos resultados de junho, que não foram divulgados pela Abiec. No mês passado, as vendas de carne bovina in natura renderam US$ 346,6 milhões no período, queda 9,8% sobre os US$ 383,9 milhões verificados em junho de 2011, segundo a Secex. Na mesma comparação, os embarques totalizaram 74,2 mil toneladas, retração de 4,6% sobre as 77,7 mil toneladas.

Em comunicado divulgado ontem, a entidade atribuiu o fraco resultado à queda nas exportações para o Irã. "Mas a expectativa para o segundo semestre é positiva", diz Fernando Sampaio, diretor-executivo da Abiec. "Com a retomada dos embarques para o Irã, esperamos atingir os US$ 6 bilhões em exportações previstos para 2012".

Influenciados pelas sanções internacionais impostas ao Irã, os embarques de carne bovina para o país recuaram 88,65% entre janeiro e junho deste ano, das 75,7 mil toneladas do mesmo período de 2011 para apenas 8,6 mil toneladas neste ano. Com a retomada das exportações para o Irã, a Abiec espera uma recuperação. Em junho, os embarques para o Irã saltaram 242% ante maio.

As previsões também são positivas para o Egito, informou a Abiec. Com a mudança da classificação de risco do Brasil para a doença da vaca louca, o Egito passará a comprar também produtos industrializados, de maior valor agregado, segundo a Abiec. No caso da Rússia, houve queda de 3,3% em volume e 5,7% em faturamento, mas a expectativa para o segundo semestre é positiva, com o aumento no número de plantas habilitadas a exportar para o país e a visita de uma nova missão sanitária do país em julho, que pode reabilitar outras unidades de abate. (BB)

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Fonte: Valor | Por De São Paulo