.........

Exportação de café cai mais uma vez

.........

Após uma nova queda no volume de café exportado em novembro passado, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) reiterou ontem que o setor deve fechar o ano com vendas externas entre 30 milhões e 31 milhões de sacas. A quantia é muito inferior as 34,269 milhões de sacas de 2016.

De acordo com o Cecafé, as exportações brasileiras do produto somaram 2,786 milhões de sacas em novembro, 15% menos que as 3,277 milhões de sacas de igual mês de 2016. Os volumes incluem café verde, torrado e moído e café solúvel. A queda dos embarques reflete a menor produção na safra 2017/18.

A receita com as exportações de café no mês passado também teve recuo expressivo em relação a novembro de 2016, de 21,2%, e somou US$ 460,613 milhões. O menor volume embarcado e a queda (de 7,2%) do preço médio do café na exportação explicam a retração da receita.

Do total de café exportado em novembro, 2,538 milhões de sacas foram de arábica verde, queda de 13,2% em relação a igual intervalo de 2016. As vendas externas de conilon subiram 5,1% na mesma comparação, para 29,826 mil sacas.

Conforme os números divulgados pelo Cecafé, entre janeiro e novembro deste ano, as exportações do grão totalizaram 27,674 milhões de sacas, 10,7% abaixo das 31,006 milhões do mesmo intervalo de 2016. Os números incluem os embarques de café verde, torrado e moído, solúvel.

A receita com as vendas externas no acumulado do ano até novembro também caiu, mas de forma menos abrupta. Alcançou US$ 4,702 bilhões, 3,1% abaixo dos US$ 4,851 bilhões de igual período do ano passado.

Em nota, o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, disse que "os embarques apresentam números dentro do esperado e devem finalizar o ano civil com 30 milhões a 31 milhões de sacas." Segundo ele, "o primeiro semestre de 2018 não deve apresentar surpresas, com a performance da exportação brasileira seguindo tranquila. Já no meio do ano, com a entrada da nova safra, deve haver retomada do ritmo de mais ofertas e mais fluxo nesse mercado".

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor