Exportações recordes de arroz

Fonte:  Globo Rural

O Brasil superou a marca de 1,1 milhão de toneladas de arrozexportadas no ano-safra 2011/2012. O volume está em linha com as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) entre março de 2011 e fevereiro de 2012, de 1,2 milhão e toneladas. Com isso, o país bate o recorde de comercialização internacional de arroz, de pouco mais de 800 mil toneladas, e alcançará um posto de destaque no ranking mundial de exportadores, entre o quinto e o sexto posto, superando o Uruguai e a Argentina, tradicionais concorrentes. “Podemos alcançar algo muito próximo de 2 milhões de toneladas, trazendo o estoque de passagem para níveis que deem suporte a preços de comercialização remuneradores para o arroz colhido na safra 2011/12”, destaca Renato Rocha, presidente da Fedearroz.

Segundo ele, este cenário mostra que o Brasil tem condições de exportar e resolver os problemas com excedentes. Basta o governo manter sua atenção ao setor “e fazer alguns ajustes nos mecanismos de comercialização, que a cadeia produtiva do arroz poderá superar os 1,8 milhão de toneladas exportadas até fevereiro de 2012″, analisa. Para Rocha se o câmbio ajudar, o Brasil pode alcançar patamares significativos de vendas no mercado internacional. Somente no mês de setembro o Brasil embarcou 235,4 mil toneladas de arroz. A média mensal de volume embarcado de março a setembro foi de 158 mil toneladas.

Atualmente, a Conab projeta a exportação de 1,3 milhão de toneladas de arroz, mas os analistas já apostam em volume maior, mesmo com a tendência de redução no tamanho das cargas nos próximos três meses. Os números mais indicados ficam entre 1,6 e 1,8 milhões de toneladas. Em contrapartida, as importações devem ficar entre 600 e 700 mil toneladas.

A África segue sendo o principal destino do arroz brasileiro, com destaque também para o Caribe, a América do Sul e a União Europeia. O arroz parboilizado, de maior valor agregado, lidera as exportações, com 39,5%. Os quebrados representam 22,5%, seguidos do esbramado e do beneficiado branco. A maior parte das compras é feita no Mercosul, que representa 99,5% das importações. “O momento não é de euforia, mas de colher resultados de um grande esforço da cadeia produtiva, que refletirá nos preços do arroz ao produtor”, assegura Rocha.

Luciana Franco