Expointer na contramão do pessimismo econômico

Expointer sem dias de chuva, para quem conhece bem a exposição, não é, realmente, uma Expointer. Pois isso voltou a acontecer nesta 37ª edição. Entretanto, o melhor de todo o evento foi o fato de que, em meio às más notícias sobre a macroeconomia brasileira, a edição deste ano deu, outra vez, um sopro de esperança de dias melhores. Aliás, como de hábito.

O total de negócios fechados nesta edição da Expointer, sem ser ainda o número final, chegou a R$ 2.729.022.410,00. O rendimento é considerado positivo tanto pelo governo do Estado quanto pelos setores produtivos, representados por: Farsul, Simers, Febrac e Fetag. Em 2013, o mau tempo registrado na primeira metade da Expointer, que alagou áreas do Parque Assis Brasil, principalmente no setor de máquinas, prejudicou um pouco os negócios, que chegaram a R$ 3,29 bilhões, assim mesmo 61,7% acima dos números de 2012, de R$ 2,03 bilhões. Então, ano após ano, a Expointer continua sendo uma lufada de vento esperançoso para a economia gaúcha. O encerramento teve a coincidência de ser no Dia da Independência, o Sete de Setembro. Nos 192 anos da independência política do Brasil temos que reconhecer que ainda precisamos consolidar uma independência socioeconômica. Com muito mais educação, saúde, segurança e igualdade.

Na economia, há uma espécie de disputa entre o comércio e a indústria, em que cada setor econômico julga ser ele o de maior importância para o Brasil ou o Rio Grande do Sul. No entanto, é uma verdade inconteste que ninguém pode cultivar ou criar no campo sem que sua produção pague as despesas e dê também um lucro razoável. Entretanto, se os encargos e impostos são tantos que abrangem todos estes lucros, então desanima o camponês. A terra fica estéril e desamparada. Principalmente se pensarmos que ao lavrador às vezes só restam terra devolutas. Mas o Brasil e o Rio Grande devem fomentar também as indústrias, a ciência e a tecnologia. Apenas os antigos limitavam seu trabalho à caça e à pesca e a colher frutas silvestres na natureza.

É cediço que sem indústrias, sem fábricas e manufaturas nenhum estado será rico e independente. Para o Brasil ser ainda mais respeitado é fundamental apoiar a agricultura e a pecuária, a indústria e o comércio, além dos serviços. Precisamos de Forças Armadas equipadas, com poder de dissuasão àqueles que poderão cobiçar as nossas riquezas. Neste quesito, a presidente Dilma Rousseff voltou a reiterar e, mais do que isso, a apostar que a indústria bélica nacional vá suprimindo as necessidades da Marinha, Exército e Força Aérea (FAB).

Além disso, e primordialmente, dando ao povo educação científica e moral, o Brasil crescerá e para melhor. Malgrado as opiniões contrárias e a tendência à crítica que temos antes mesmo de sabermos, exatamente, o que se passa nos serviços públicos como um todo e geralmente apontando sempre os erros dos outros, o Brasil está progredindo. A Expointer, nesta edição de 2014, veio, outra vez, com bons números, e isso aumenta a autoestima dos gaúchos e de todos os brasileiros, pois se trata da maior exposição da América Latina no setor.

Fonte: Jornal do Comércio