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Exploração de Impacto Reduzido de floresta provoca menos danos do que modelo tradicional, diz especialista

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Segundo pesquisador da USP, tempo de recuperação das terras é consideravelmente mais ágil com a utilização do método

Thiago Copetti

Foto: Thiago Copetti / Agencia RBS

Pesquisador aponta modelo menos agressivo de exploração de florestas

A exploração de florestas a partir do modelo de Exploração de Impacto Reduzido é menos prejudicial ao meio ambiente que a técnica de Exploração Convencional. A conclusão é do engenheiro florestal Tito Nunes de Castro, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba.

– A exploração de impacto reduzido é melhor que a tradicional. Vimos nas parcelas de terra analisadas que elas se recuperaram completamente da exploração em cerca de 39 anos, enquanto na exploração convencional nem foi possível se fazer essa estimativa, porque o tempo necessário é muito mais longo – diz.

O pesquisador analisou os dados obtidos pelo professor Edson José Vidal da Silva, também da Esalq, que desde 1993 analisa uma floresta do nordeste do Pará, no município de Paragominas. Foram coletadas informações nos anos de 1993, 1994, 1995, 1996, 1998, 2000, 2003, 2006 e 2009. Entre eles estavam o diâmetro das árvores e o nome popular das espécies, sendo o volume da floresta calculado a partir desses dados.

A exploração de impacto reduzido surgiu com a finalidade de diminuir as consequências negativas que a extração de madeira provoca na floresta. Com isso, ela se regeneraria melhor e mais rápido, o que faria com que o período de corte pudesse ser diminuído, chegando-se assim a um extrativismo sustentável. A área que vai ser explorada é delimitada e analisada previamente, quando se verifica o diâmetro das árvores.

– As árvores só estão aptas para serem comercializadas quando têm 50 centímetros de diâmetro, conforme a legislação. Vimos que nesse tipo de extração o volume total da floresta se recupera em cerca de oito anos, mas o volume de árvores comerciais demora mais tempo para se regenerar, chegando a um ciclo de aproximadamente 39 anos – avalia.

Já a exploração convencional, que é mais utilizada em toda a região amazônica, é feita sem um planejamento.

– As árvores são escolhidas aleatoriamente, não é feito um estudo prévio de onde se deve preservar e de onde se pode explorar. Quando as árvores são cortadas, acabam derrubando as outras que estão ao seu redor, aumentando o impacto sobre a floresta. Pela falta de planejamento, algumas toras acabam sendo perdidas – aponta.

Fonte: Ruralbr, COM INFORMAÇÕES DA USP