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Ex-diretor da Votorantim assume áreas de fosfato e nióbio da Anglo American

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Ruben Marcos Fernandes, ex-diretor de mineração da Votorantim Metais (VM), é o novo presidente-executivo das unidades de fosfato e nióbio da mineradora Anglo American. Segundo confirmou a companhia ao Valor, o executivo assumiu ontem o cargo. A posição vinha sendo ocupada interinamente desde março por Mauro Meinberg, que também acumulava o cargo de diretor financeiro desta área no grupo, função que continua a exercer.

A área de fosfato da Anglo American é representada pela Copebrás, única unidade de fertilizantes do grupo no mundo. A subsidiária tem uma unidade de processamento em Cubatão (SP) e uma em Catalão (GO), além da mina e unidade de beneficiamento em Ouvidor (GO). A área de nióbio, por sua vez, é tocada pela Mineração Catalão, que também tem uma mina em Ouvidor (GO) e uma planta de beneficiamento em Catalão (GO).

Mineiro e engenheiro metalúrgico, Ruben Fernandes entrou na Votorantim em fevereiro de 2011, direto para o negócio de produção de zinco. Passado quase um ano, Fernandes foi alçado ao cargo de diretor de mineração da empresa, com o desafio de implementar os novos investimentos que ganham corpo nessa área, principalmente no Peru. Antes da Votorantim, o executivo ocupava o cargo de diretor de operações e de marketing da Vale Fertilizantes.

Fernandes assume a nova função em um momento crucial para a área de fosfato da Anglo American. Em entrevista ao Valor em maio, Mauro Meinberg e Marcos Stelzer, diretor comercial e de estratégia da Copebrás, disseram que a Anglo American estava disposta a dar continuidade aos planos de expansão da Copebrás, depois de o grupo decidir no ano passado que ela não estava mais à venda. Em 2009, a subsidiária estava na lista de negócios que seriam vendidos como parte da estratégia de comercializar ativos que não faziam parte de seu "core business".

Na época, fontes do setor disseram que uma eventual venda sairia por entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão. A ampliação de capacidade – expectativa de dobrar a produção atual de 1,3 milhão de toneladas de concentrado de fosfato por ano – havia sido anunciada em 2008, com aportes previstos em US$ 1 bilhão.

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Fonte: Valor | Por Ivo Ribeiro, Vanessa Dezem e Carine Ferreira | De São Paulo