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Estaleiro EBR recebe licença de operação parcial

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Empreendimento receberá módulos de plataformas de petróleo

Empreendimento receberá módulos de plataformas de petróleo

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emitiu licença de operação parcial para o Estaleiro EBR, complexo que está sendo finalizado em São José do Norte. Válido até setembro de 2018, o documento estabelece diversas condições e restrições e não autoriza a atuação do Cais 1 do estaleiro, que se encontra em obras e em fase de dragagem. A autorização permite a edificação dos módulos para a plataforma P-74 e a operação do Cais 2 do empreendimento, onde atracarão os barcos com os funcionários.
A licença contempla ainda a operação das seguintes etapas: corte e conformação de chapas e perfis, painelização e sub montagens de aço, montagens de blocos e estruturas metálicas, pintura de blocos, transporte dos blocos e estruturas metálicas para a retroárea e operação de montagem das estruturas nos pancakes (espécie de base que serve de apoio para os componentes dos módulos) no local.
A partir da emissão dessa licença, não poderá mais ser utilizado o acesso pela rua Luiz Gautério 11 para o trânsito de veículos pesados que tenham como destino as instalações do Estaleiro da EBR. O empreendedor ainda terá que iniciar o transporte dos trabalhadores até o local, por meio de embarcações privadas que integrarão o sistema fluvial de transporte, de forma a não pressionar o sistema hidroviário existente. Nos próximos 15 dias, o empreendedor precisa apresentar o contrato com a empresa responsável por fazer o deslocamento dos funcionários.
Outra exigência feita pela Fepam é a implantação de um sistema de tratamento de efluentes líquidos oriundos dos sanitários e refeitórios capaz de atender até 2.750 pessoas em até 30 dias. Quanto às emissões atmosféricas, a empresa deverá apresentar, anualmente, carga poluente atmosférica contendo as quantidades de emissão expressas em toneladas/ano, bem como um modelo de dispersão dos poluentes. O próximo deverá ser entregue em janeiro de 2015, com base na produção de 2014. Até outubro, a companhia deverá apresentar um plano de contingência, visando atender às reclamações da população.

Fonte: Jornal do Comércio |

JOÃO MATTOS/JC