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Estado terá juro zero no Mais Alimentos

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Fonte: Correio do Povo

Medida valerá para operações de até R$ 10 mil e deve beneficiar 40 mil

 Recuperação de pastagens será financiada com taxa subsidiada<br /><b>Crédito: </b>  MARLI BERTOTTI / cp memória

Recuperação de pastagens será financiada com taxa subsidiada
Crédito: MARLI BERTOTTI / cp memória

A taxa de juro para operações até R$ 10 mil do programa do governo federal Mais Alimentos, hoje de 1% ao ano, será coberta pelo Estado. Nesta condição, além de dez anos para pagar, o juro será zero. A equalização virá do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais. Serão atendidos, inicialmente, até 40 mil agricultores familiares. O convênio entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e o Banrisul será assinado nos próximos dias. A expectativa do diretor de Crédito do Banrisul, Guilherme Cassel, é liberação da verba até dezembro. O coordenador nacional do Mais Alimentos, Hercílio Matos, elogiou a iniciativa. Segundo ele, o RS é segundo a zerar a taxa no país. Coube a Bahia o pioneirismo. "Isso amplia a expectativa de resultados." Desde que o programa foi criado, em 2008, o Estado respondeu por mais de 30% das 220 mil operações no país.
Como o teto a ser subsidiado é baixo, o público dominante deve ser o pecuarista leiteiro. O diretor da SDR, José Adelmar Batista, acredita que 70% do limite será tomado por beneficiários do programa Leite Gaúcho, lançado em setembro. "Os produtores poderão investir em matrizes, ordenhadeiras e resfriadores, além de recuperação de pastagens."
Para este ano, a meta do Leite Gaúcho é capacitar 2,5 mil produtores em 80 cursos. Parte deles já começou, com aulas que tratam de manejo, nutrição, sanidade e sustentabilidade, entre outros temas. Com a meta de beneficiar 3,2 mil produtores, a Cooperativa Agrícola Mista Ourense Ltda (Camol), de São José do Ouro, é uma das 11 que aderiu à parceria com o Estado. O juro subsidiado foi um atrativo, diz o coordenador de Fomento da Bacia Leiteira da Camol, Hilton Barreto de Melo. No entanto, o limite de R$ 10 mil para o empréstimo é alvo de critica. "Não paga nem mão de obra para a construção de uma sala de ordenha, que, com equipamentos, custa até R$ 50 mil", avalia.