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Em crise, indústria reduziu abate de frango no 2º trimestre

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem seu relatório sobre o segundo trimestre do ano, que apontou uma diminuição de abates de frango, mas aumento no de bovinos e suínos e maior captação de leite.

Pressionadas pelos altos estoques de carne de frango nos mercados interno e externo, as indústrias promoveram um ajuste de produção no segundo trimestre. Entre abril e junho deste ano, foram abatidas 1,3 bilhão de cabeças de frangos, queda de 2,8% sobre o mesmo período de 2011.

Mas o abate de frango deverá cair ainda mais no terceiro trimestre, em virtude da disparada dos preços dos grãos utilizados na ração dos animais. Composta basicamente por soja e milho, a alimentação representa cerca de 70% dos custos de produção do setor avícola. Diante disso, a União Brasileira da Avicultura (Ubabef) estima que cerca de 1 milhão de toneladas de carne frango deixarão de ser produzidas até o fim do ano. Se confirmada, seria a primeira queda de produção desde 2000.

Em contrapartida, a produção de ovos de galinha cresceu 5,8% em relação ao 2º trimestre de 2011, com 670,5 milhões de dúzias, informou o IBGE. Ainda assim, a Ubabef informou ontem que os preços elevados dos insumos podem reduzir a produção de ovos em mais de 10%. A entidade não detalhou o período em que isso deverá acontecer.

Ainda segundo o IBGE, 7,6 milhões de cabeças de gado foram abatidas no segundo trimestre de 2012, aumento de 7,9% em relação a igual período do ano passado. O acréscimo se explica pela maior disponibilidade de gado. O volume alcançou o maior patamar registrado no 3º trimestre de 2007. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul lideraram o ranking dos abates.

Em relação aos suínos, o abate foi 2,6% superior ante o 2º trimestre de 2011, com 8,8 milhões de cabeças, sustentados pelo Centro-Oeste que representou 45% do incremento nos abates no período. O órgão revelou, ainda, que a aquisição de leite pela indústria entre abril e junho deste ano foi de 5,2 bilhões de litros, aumento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2011. No entanto, comparando com o primeiro trimestre de 2012, houve uma queda de 9,7% na captação de leite pelos laticínios.

A Leite Brasil, associação nacional que representa os produtores, recebeu as estimativas com otimismo. Segundo a entidade, o país deverá fechar o ano com crescimento de 4% do volume de leite industrializado, impulsionado pelo aumento do consumo de lácteos, reflexo do maior poder de compra.

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Fonte: Valor | Por Janice Kiss | De São Paulo