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Em Araçatuba, galhos e tocos de madeira viram energia

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Fonte: Globo Rural

Prefeitura criou ‘ecopontos’ para a população descartar galhos de árvores e restos de madeira da construção civil

por Viviane Taguchi

Jos.

Restos de madeira da construção civil e sobras de podas de árvores da área urbana viram energia em Araçatuba

Araçatuba, no interior de São Paulo, é internacionalmente conhecida como "Terra do Boi Gordo". Agora, porém, uma iniciativa inédita pode colocar a cidade no patamar das cidades ecologicamente corretas. Nesta semana, a secretaria do meio ambiente anunciou que todo tipo demadeira descartada como lixo será transformada emenergia limpa para substituir o uso do carvão em fornos e caldeiras de empresas locais.
Para dar início ao processo, um ecoponto – local adequado para o descarte de galhos de árvores e restos de madeira usados na construção civil – foi instalado na cidade. Jorge Hector Rozas, secretario de meio ambiente, disse que a população será orientada a descartar o material neste local e, posteriormente, a empresa Monte Azul, que já é a responsável pela coleta e tramento de
lixo em Araçatuba, vai transformar o material em energia.
Segundo Fernando Daud, presidente da Monte Azul, a empresa investiu R$ 200 mil em equipamentos para transformar o material descartado. Após transformada, a energia será vendida para uma fábrica de cerâmica e abastecerá fornos ecaldeiras que hoje utilizam o carvão como combustível. O empresário diz que a usina terá capacidade para processar 150 metros cúbicos de madeira por hora, o que em seus cálculos, representa 25 caçambas de lixo cheias.
Na opinião de Rozas, além dos ganhos ambientais, a população será beneficiada com a redução de agentes vetores que se proliferam na matéria orgânica, como os mosquistos que transmitem a leishmaniose visceral. Na cidade, somente em 2011, pelo menos 16 pessoas foram contaminadas pela doença, que utiliza os cães como hospedeiros, e pode provocar a morte."Vamos ter uma cidade mais limpa, porque estes materiais descartados ficavam expostos ao meio ambiente, teremos menos queimadas e, com certeza, vamos reduzir a proliferação de vetores", afirmou o secretário.