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Elevação da mistura no Brasil deverá ficar para 2013, e uma nova "banda" é avaliada

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Francisco Stuckert/MME / Francisco Stuckert/MME
Martins de Almeida: "Planejamento do mercado de gasolina depende do etanol"

Superadas as preocupações mais agudas em torno da disponibilidade de etanol no país, voltaram a ganhar fôlego as negociações entre as usinas sucroalcooleiras e o governo federal para que o percentual de mistura do biocombustível na gasolina seja novamente elevado de 20% para 25%.

A participação foi reduzida para 20% em 1º de outubro de 2011, depois que a escassa oferta do produto, por causa de adversidades climáticas que afetaram a produção de cana no Centro-Sul e da redução de investimentos das usinas, chegou inclusive a esgarçar as relações entre as empresas e Brasília.

Durante evento do setor de energia realizado ontem no Rio de Janeiro, o presidente interino da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, confirmou as conversas visando ao incremento da participação a partir do ano que vem. Padua adiantou, também, que as conversas em curso avaliam ampliar a "banda" da mistura para entre 25% e 30% a partir de 2020.

De acordo com o dirigente, as tratativas preveem que o governo combine com o segmento as alterações nos percentuais de mistura de etanol com antecedência e que em todos os meses de setembro exista algum tipo de sinalização que aponte o percentual que tende a ser adotado no ano seguinte.

No mesmo evento no Rio de Janeiro, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antonio Martins de Almeida, confirmou que o governo espera resolver no curto prazo o problema da oferta de etanol no país, mas não forneceu detalhes da estratégia a ser adotada para isso.

E, enquanto as empresas que produzem etanol reclamam dos reflexos negativos do controle oficial de preços da gasolina no país sobre sua atividade, Martins de Almeida também pediu definições mais claras sobre a oferta do biocombustível. "O planejamento do mercado de gasolina, do mercado de ciclo otto, depende do etanol", afirmou (Com Reuters)

Contexto

Levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgado ontem mostrou que a vantagem econômica do etanol em relação à gasolina diminuiu na semana entre os dias 9 e 15 de setembro no Estado de São Paulo. Segundo a ANP, o litro do biocombustível representou, em média, 66,69% do valor do "concorrente" fóssil no período em questão, ante 66,36% na semana imediatamente anterior. A leve perda de vantagem se deu por causa da combinação entre um pequeno aumento nos preços médios do etanol nos postos de combustíveis do Estado, de R$ 1,742 para R$ 1,746 o litro, e um recuo também leve do preço médio da gasolina, que passou de R$ 2,625 o litro para R$ 2,618. Apesar disso, continuou mais vantajoso aos motoristas de carros flex abastecer com etanol em São Paulo, condição garantida até um percentual de 70%. O etanol também segue mais atraente em Goiás e Mato Grosso. (FB)

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Fonte: Valor | Por Do Rio