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Efeito da ‘Carne Fraca’ na exportação começa a ser diluído

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Os exportadores brasileiros começaram a se desvencilhar dos reflexos da Operação Carne Fraca. Após amargarem significativa retração em abril, as exportações de carnes in natura se recuperaram em maio, de acordo com dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Mas o ritmo dos embarques permanece fraco se comparado ao registrado ao longo de 2016.

No mês passado, as exportações de carne de frango in natura somaram US$ 527,6 milhões, e os embarques chegaram a 319,1 mil toneladas. Ante abril, quando a receita com as exportações foi de US$ 486,9 milhões, o crescimento foi de 8,3%. Em volume, o aumento chegou a 8,7%. Em abril, os frigoríficos brasileiros exportaram 293,5 mil toneladas de carne de frango. Em carne bovina, alta foi de cerca de 30%, em volume e receita.

"O estrago da Carne Fraca ainda perdura, mas ele vai sendo diluído", disse ao Valor o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. Segundo ele, o aumento na comparação com abril indica uma recuperação, mas é cedo para dizer que os estragos foram revertidos, sobretudo porque as vendas seguem em queda ante maio de 2016 – em volume, as exportações de frango recuaram 9,7%, e em receita, 0,36%.

A expectativa de Turra é que a Carne Fraca ainda pesará sobre as exportações por mais 60 dias. Só depois disso é que o ritmo deve voltar ao normal, o que significa aumento das vendas, sobretudo para mercados-chave como a China.

Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo

Fonte : Valor